Chama-se Lidiane Leite, tem 25 anos e era presidente da cidade de Bom Jardim, no estado do Maranhão, no nordeste do Brasil. Agora, é procurada pelas autoridades brasileiras por suspeitas de corrupção.

Segundo a BBC, Lidiane Leite governava a cidade à distância, com mensagens enviadas ao restante executivo camarário através da aplicação móvel WhatsApp. Vivia uma vida de luxo na capital do Maranhão, São Luíz, a 275 quilómetros de Bom Jardim.

A ex-autarca terá desviado verbas públicas destinadas à educação, naquele que é considerado um dos estados mais pobres do Brasil. Alegadamente, o montante roubado ronda o milhão de reais. A mulher pôs-se em fuga quando viu o seu nome na Operação Éden, uma operação de combate à corrupção na qual Leite é a principal suspeita.

Não foi Lidiane Leite que se candidatou à presidência de Bom Jardim. A rapariga substituiu o verdadeiro candidato, Beto Rocha, que, na altura, era também o seu namorado. Segundo o Brasil Post, Rocha terá sido afastado da corrida à presidência em 2012, no âmbito da Lei da Ficha Limpa. Esta lei bane das eleições qualquer candidato que tenha sido condenado em algum processo, ou que tenha renunciado a um cargo público para evitar a perda de mandato. Beto Rocha era também suspeito de corrupção e, por isso, Lidiane Leite acabou por vencer a Câmara de Bom Jardim quase por mero acaso, com apenas 22 anos.

A fraude acabou por agravar a situação precária do ensino naquela região e o sistema colapsou. As escolas carecem de reabilitação e o ordenado dos professores não está a ser pago. Entretanto, as autoridades brasileiras apertaram o cerco a Lidiane Leite, lançando-lhe um ultimato: caso não se entregue voluntariamente até esta terça-feira, será emitido um mandato de captura internacional.