Ciência

Há mais investigadores em Portugal, mas menos dinheiro

O número de investigadores nas instituições portuguesas aumentou em 2014, mas houve uma diminuição de despesa, segundo os dados provisórios do Inquérito ao Potencial Científico e Tecnológico Nacional.

JOSE SENA GOULAO/LUSA

O número de investigadores nas instituições portuguesas aumentou em 2014, mas houve uma diminuição de despesa em relação ao Produto Interno Bruto, segundo os dados provisórios do Inquérito ao Potencial Científico e Tecnológico Nacional de 2014 (IPCTN 2014).

Estas conclusões do inquérito hoje divulgado pela Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC) poderão ainda sofrer alterações até à sua publicação definitiva, que está prevista para o final do primeiro semestre de 2016.

Em 2014 havia 38.487 investigadores, o que significa que 7.4 em cada mil pessoas em idade ativa tinham essa função, segundo os dados provisórios, que revelam um aumento de 674 investigadores em relação a 2013, ano em que se registou uma forte quebra do número de investigadores em Equivalente a Tempo Integral (ETI) e Permilagem da População Ativa.

Já quando se comparam os dados provisórios do ano passado com a realidade vivida no país até 2012, percebe-se que há menos cientistas no país (em 2012, por exemplo, havia 42.498 investigadores e no ano anterior ainda eram mais – 44.056).

No ano passado, foi nas empresas que se registou o maior aumento destes profissionais, tendo passado de 10.025 para 10.533.

Para o Ministério da Educação e Ciência (MEC), este aumento “pode ser um primeiro indicador de uma maior integração de investigadores em ambiente empresarial”, que poderá vir a aumentar ainda mais com a entrada em vigor, este ano, do regime de Incentivos Fiscais para a contratação de pessoal altamente qualificado.

Mais de metade dos investigadores em Portugal trabalha no Ensino Superior, que também registou uma pequena subida de mais 88 profissionais, passando de 25.760 em 2013 para 25.848 no ano passado.

O inquérito sublinha ainda o aumento do número de bolsas, que em 2014 ultrapassaram as cinco mil.

O aumento de investigadores levou a uma subida nos recursos humanos em I&D (Investigação e Desenvolvimento), que passaram de 46.711 em 2013 para 47.236 em 2014, mas este crescimento não se refletiu no aumento da despesa, que em 2014 se situava em 2.229,1 milhões de euros.

“A percentagem do PIB é reduzida em 0.04 pontos, de 1,33% para 1,29%”, lê-se na nota do MEC enviada às redações.

Também foram as empresas as principais “responsáveis pela parte maior da descida, enquanto o setor Estado e o setor Ensino Superior têm uma pequena oscilação negativa”, explica o MEC.

As empresas e o ensino superior surgem também como principais responsáveis pela despesa em ciência: na distribuição da despesa por setor, respondem respetivamente por 46% e 45% desta. O setor Estado responde por 6%, um ponto percentual a menos do que no ano anterior.

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