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Milhões de pessoas, principalmente os mais novos, ficaram, nos anos 90, fascinados pelos dinossauros depois de verem o clássico de Steven Spielberg, “Jurassic Park”. E passaram a desejar que fosse possível ressuscitar animais extintos há centenas de milhões de anos. E, por incrível que pareça, isso pode mesmo ser possível.

Conta o Huffington Post, na sua versão em francês, que está em curso um novo método, que tem tanto de inovador como de controverso, para reescrever o chamado ADN CRISPR-Cas9. E esse método pode permitir criar animais extintos. Entre os candidatos a esta “de-extinção”, como já lhe chamam alguns teóricos, estão o chamado pombo-passageiro, cujo último exemplar morreu em 1914, a ave dodô, que foi observada pela última vez em 1662, e o peixe-boi, desaparecido em 1768.

Mas existe uma espécie extinta há milhares de anos que pode voltar à vida em muito pouco tempo. Pelo menos quem o diz é George Church, um biólogo molecular responsável por projetos deste género na Universidade de Harvard, que calcula que uma versão do mamute-lanoso (desaparecido há pelo menos 4 mil anos) pode reaparecer dentro de sete anos.

Como é que é possível? Veja outra vez o Jurassic Park (a sério). No entanto passamos a explicar: os cientistas começam por recuperar o ADN nos restos congelados de um mamute lanoso, preservados durante todos estes milhares de anos nas tundras geladas. Depois, inserem o ADN no genoma de um elefante asiático, procedimento que já foi realizado este ano no laboratório de Church. A escolha recai sobre o elefante asiático, porque, segundo o biólogo, as duas espécies assemelham-se e estão de tal maneira próximas que se poderiam reproduzir. Assim, depois de possuir o ADN manipulado, os elefantes asiáticos poderão dar à luz um híbrido maior e mais peludo, características do mamute-lanoso.

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