A Comissão Europeia aprovou o projeto para o desenvolvimento da linha de alta velocidade que ligará Madrid, Extremadura e a fronteira portuguesa, por um valor a rondar os 310 milhões de euros — o Fundo para o Desenvolvimento Regional Europeu comparticipará com 205 milhões. O anúncio foi publicado esta tarde no site oficial da Comissão Europeia.

“Estou satisfeita por ter aprovado este projeto ferroviário, que dará um contributo significativo para a ligação de alta velocidade entre a Península Ibérica e o resto da Europa”, disse esta quinta-feira Corina Cretu, a comissária para a política regional.

Curioso é o último parágrafo do documento publicado esta quinta-feira, que assume que o projeto melhorará a ligação entre Madrid e Lisboa. Terá o Governo português intenções de dar asas ao projeto ferroviário de alta velocidade? Não. A resposta foi do ministro do Planeamento e das infra-estruturas, Pedro Marques, numa entrevista ao Jornal de Negócios dia 6 de abril. O ministro aponta o foco para a qualificação do “transporte ferroviário de mercadorias” e “dar-lhe competitividade”.

Esta obra aprovada agora por Bruxelas faz parte de um sistema ferroviário de alta velocidade que pretende criar um corredor atlântico, como lhe chama a Comissão Europeia, ligando Lisboa, Madrid, Paris e outras linhas internacionais francesas e alemãs.