Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

A “Coleção Pessoa” da Tinta-da-China, coordenada pelo pessoano Jerónimo Pizarro, não para de crescer. Depois da publicação da Obra Completa de Álvaro de Campos, em setembro de 2014, Jerónimo Pizarro juntou-se novamente a Patricio Ferrari para reunir pela primeira vez num volume só a Obra Completa de Alberto Caeiro. O livro chegou às livrarias a 15 de abril.

Para além de todos os livros de versos do Mestre Caeiro, o volume, com mais de 400 páginas, inclui ainda a versão integral do caderno de O Guardador de Rebanhos, que faz parte do espólio da Biblioteca Nacional de Portugal (BNP) e os textos que Fernando Pessoa projetou para a apresentação europeia do heterónimo, criado no “dia triunfal” de 8 de março de 1914. Estes permitem contextualizar a criação da obra de Caeiro, onde a componente cronológica é mais importante do que muitas vezes se imagina.

“Para nós, era muito importante publicar a poesia e os muitos, muitos textos que Pessoa tinha escrito sobre Caeiro”, disse ao Observador Jeronimo Pizarro. “Não havia necessidade de separar a compreensão de Caeiro da leitura de Caeiro.”

À semelhança dos outros volumes da “Coleção Pessoa”, a edição de Caeiro segue a ortografia original de Pessoa e inclui um número maior de variantes (incluindo vírgulas, reticências e restante pontuação) do que a edição crítica, publicada em março de 2015 pela Imprensa Nacional — Casa da Moeda. Porque, quando se trata de poesia, até uma pequena vírgula pode fazer diferença. Para tal, os dois autores recorrem aos cadernos do poeta, mas também às alterações feitas aos poemas publicanos na revista Athena.

Este artigo é exclusivo para os nossos assinantes: assine agora e beneficie de leitura ilimitada e outras vantagens. Caso já seja assinante inicie aqui a sua sessão. Se pensa que esta mensagem está em erro, contacte o nosso apoio a cliente.