É já na próxima semana que os alunos do 2.º, 5.º e 8.º anos, de mais de metade das escolas do país, vão realizar provas de aferição a português e a matemática. Pela primeira vez, numa prova nacional de português será testada a compreensão da oralidade em todos os anos, revela o Ministério da Educação, em comunicado enviado às redações.

A semana arranca, logo na segunda-feira, com as provas de português: com início às 10h30 para os alunos do 2.º e do 5.º anos e com início às 14h30 para os do 8.º ano. E na quarta-feira será a vez de pôr os mesmos alunos à prova a matemática, com o início de prova marcado para as 10h30 no caso do 2.º e 5.º anos e para as 14h30 no caso do 8.º.

As provas terão a duração de 90 minutos, mas nem todas serão seguidas. Os alunos do 2.º ano terão um intervalo de 20 minutos, mais ou menos a meio do teste.

No caso das provas de aferição de matemática do 8.º ano haverá um intervalo técnico de 5 minutos apenas para recolha das calculadoras.

A regra é que os alunos façam as provas nas respetivas escolas e nas salas de aula habituais. As provas serão ainda integradas nos horários das aulas normais dos alunos, com “as adaptações que decorrem dos horários que se têm de cumprir por via de ser uma aplicação nacional”.

“Há uma lógica de normalidade que se deseja ver respeitada”, explica o Ministério. A vigilância das provas no caso do 2.º ano será feita pelo professor titular da turma. Nos restantes casos serão vigiados pelos professores de cada turma.

Também os alunos com necessidades especiais serão abrangidos, à semelhança do que já acontecia com as provas finais e exames. “Para além de outras condições de realização adequadas aos seus planos educativos individuais, e para as situações adequadas, foram realizadas e entregues provas em Braille, em formato digital (para utilização em computador), em versão ampliada, entre outras”, explica o Executivo.

Tal como já tinha sido dito, os alunos e os encarregados de educação vão receber um Relatório Individual da Prova de Aferição, que apresentará uma caracterização detalhada do desempenho de cada aluno em cada prova. E as escolas receberão um Relatório Escola das Provas de Aferição, com os dados dos alunos agregados, “para poderem, com base nas áreas identificadas como a necessitarem de investimento, preparar o lançamento do ano letivo 2016/2017 de forma ainda mais sustentada” e promover o sucesso escolar.

Mais de metade (57%) das escolas irá realizar provas de aferição já este ano, em que o Ministério da Educação deu a possibilidade de escolha entre fazer ou não estes testes. À exceção da região do Algarve, “a decisão de 50% ou mais dos diretores das escolas foi favorável à realização das provas de aferição”. No próximo ano, todas as escolas terão de fazer estas provas, que vieram substituir as provas finais do 4.º e 6.º anos, e que não contam para a nota.