O primeiro-ministro recebe este domingo, na residência oficial, em São Bento, os partidos com representação parlamentar para preparar o Conselho Europeu de terça e quarta-feira, depois do resultado do referendo britânico favorável à saída da União Europeia.

O PCP é o primeiro partido a ser recebido, pelas 14:30, seguindo-se, com intervalos de 45 minutos, o CDS-PP, “Os Verdes”, o Bloco de Esquerda e o PSD.

Na segunda-feira, ao fim da manhã, António Costa estará nas Jornadas Parlamentares do PS, em Ponta Delgada (Açores), razão pela qual o seu partido não consta da lista de audiências de domingo.

Este formato de reuniões separadas com forças políticas, na residência oficial do primeiro-ministro, antes de uma cimeira de chefes de Estado e de Governo da União Europeia em Bruxelas, foi agora retomado, depois de os partidos e o executivo não se terem entendido no parlamento em torno da marcação de um debate preparatório sobre questões europeias.

Na quinta-feira, quando foi detetado que a conferência de líderes não tinha marcado qualquer debate preparatório sobre a agenda do Conselho Europeu, o Governo, por intermédio do secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Pedro Nuno Santos, sugeriu a marcação do debate para sexta-feira com a presença do ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva.

No entanto, o PSD exigiu a presença do primeiro-ministro no parlamento, o que foi impossível de concretizar, já que António Costa, na sexta-feira, teve agenda no Porto e Guimarães.

Na sexta-feira, após o anúncio dos resultado do referendo, o primeiro-ministro afirmou que aquele era “um dia triste para Europa”, mas também uma oportunidade para os 27 países da UE refletirem sobre a resposta a dar aos “anseios dos cidadãos da Europa”.

António Costa vincou ainda que Portugal “tudo fará para assegurar todos os direitos da comunidade portuguesa no Reino Unido” e que também serão garantidos “todos os direitos dos cidadãos britânicos que vivem, visitam ou investem em Portugal”.

Os eleitores britânicos decidiram que o Reino Unido vai sair da UE, depois de o ‘Brexit’ (nome como ficou conhecida a saída britânica da União Europeia) ter conquistado 51,9% dos votos no referendo de quinta-feira.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, anunciou a sua demissão, com efeitos em outubro.

Os líderes europeus anunciaram que pretendem um ‘divórcio’ do Reino Unido o mais rapidamente possível “por muito doloroso que seja o processo”, num comunicado conjunto dos presidentes da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, do Conselho Europeu, Donald Tusk, do Parlamento Europeu, Martin Schulz, e da presidência rotativa holandesa da UE, Mark Rutter.