Não faça planos para a noite de 13 para 14 de novembro. Nessa madrugada já tem um encontro marcado: a Lua vai estar mais perto da Terra do que alguma vez esteve nos últimos sessenta e oito anos. E vai vestir-se a rigor para a ocasião: os sapatos de salto alto vão torná-la 14% maior do que numa Lua Cheia normal e as purpurinas nos olhos vão fazê-la 30% mais brilhante. Um momento especial para quem quer apreciar a nossa vizinha à janela: só voltará a bater estes recordes a 25 de novembro de 2034.

A última vez que a Lua se aperaltou tanto para nós foi em janeiro de 1948. Mas as circunstâncias são as mesmas. Acontece que, no seu percurso em torno da Terra, a Lua não tem uma órbita circular: é elíptica, ou seja, há dias em que está mais próxima da Terra (fase de perigeu) e outros em que está mais longe de nós (fase do apogeu). E quando está mais junta a nós, a diferença é de quase 48.300 quilómetros do que quando está mais afastada. Às vezes, a Lua, o Sol e a Terra até se alinham quando a Lua está em fase de perigeu.

Um conselho: procure olhar para a Lua quando ela estiver mais próxima ao horizonte, altura em que pode parecer estranhamente maior do que o normal, principalmente se a observar junto a árvores ou prédios porque assim terá termo de comparação. Não passa de uma ilusão ótica, mas não deixa de ser uma experiência especial.

Este mês está, na verdade, cheio de fenómenos diferentes. Esta quarta-feira, pouco depois do anoitecer, a Lua Crescente vai estar numa posição relativa que a coloca a menos de três graus de distância de Saturno (claro que não na realidade, mas essa é a impressão que nos dará daqui). A eles vai juntar-se um planeta Vénus mais brilhante que o normal. Daqui a três dias, a 5 de novembro, a Lua Crescente estará ao lado de Marte. O ponto alto do mês será a 11 de novembro, com a chuva de meteoros Táuridas: podem chover dez a quinze estrelas por hora nessa noite. Três dias depois há mais uma chuva de estrelas: as Leónidas vão proporcionar um espetáculo de dez a vinte estrelas cadentes por hora.