A Realidade Virtual (RV) é cada vez mais uma tecnologia que se vai implementando no mercado e que ultrapassa apenas a vertente ligada ao gaming, como falámos há semanas sobre o primeiro dispositivo a chegar ao mercado doméstico – o PlayStation VR.

Para compreender alguns dos desafios da Realidade Virtual, falámos com Tiago Loureiro, um dos mais antigos game developers portugueses sobre o seu projeto Collide, parte integrante da Bold International, e que se debruça sobre soluções tecnológicas apoiadas em VR. A conversa decorreu durante a Web Summit, na segunda semana de novembro.

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Não sendo uma tecnologia que surgiu do nada (como aliás podem ver aqui numa keynote apresentada por Tiago Loureiro no ISCTE há 2 meses), a RV ainda está a dar os primeiros passos de verdadeira materialização efetiva no mercado, e poder-se-á dizer que quase todos os caminhos estão ainda por abrir e por explorar. De alguma forma, todos os atuais developers são pioneiros desta tecnologia.

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A ficção científica contribuiu em larga escala para aquilo que foi sendo o build up de uma imagem ou uma pré-conceção de expectativas em relação à RV. Mas numa fase em que já temos uma ideia clara do que a tecnologia é nos dias de hoje, ser-nos-á possível equacionar aquilo que ela ainda virá a ser?

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O mediatismo da Web Summit veio apenas pôr em evidência aquilo em que muita gente já acredita: o florescimento de pequenas empresas e startups relacionadas com tecnologia em Portugal, mais especificamente em Lisboa, e a forma como a nossa capital poderá ser atrativa para o mercado tecnológico internacional. Fez-nos também perceber que o tecido que compõe o mercado português alterou-se muito de há uma década para cá, mas coloca-nos questões evidentes sobre a compreensão de quais os fatores que necessitamos de alcançar, para dar o próximo passo.

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A democratização do acesso doméstico a dispositivos de RV poderá ajudar a transportar a tecnologia do mercado em que está centrada grande parte do seu desenvolvimento e investimento, o dos videojogos, e aos poucos caminhar para outras áreas de aplicação como a possibilidade de utilização da Realidade Virtual em ambiente laboral, como foi projetado por Mark Zuckerberg na apresentação do Oculus Rift da Facebook em outubro passado. Poderemos estar a entrar numa era em que os dispositivos de RV migrem de uma imagem de gadget para uma interpretação destes como ferramenta de trabalho. Mas isso só o futuro o dirá.

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Ricardo Correia, Rubber Chicken