O representante do acionista do BPI Violas Ferreira Financial disse ter votado contra a venda de 2% do Banco de Fomento de Angola (BFA) por a considerar um “negócio ruinoso”, e que irá agora analisar ações a tomar, nomeadamente em tribunal.

Achamos que é um negócio ruinoso. Achamos que vender o controlo do maior ativo do banco por 28 milhões de euros, quando vale 600 milhões de euros, é ruinoso. Havia outras alternativas [para cumprir exigências do Banco Central Europeu], foi-se empurrando com a barriga o problema até agora e agora dizem que não há alternativa, nós não achamos isso”, disse Tiago Violas aos jornalistas, à saída da assembleia-geral.

Os acionistas do BPI aprovaram esta terça-feira por 83,23% dos votos expressos a venda de 2% do BFA à operadora angolana Unitel, por 28 milhões de euros. Quando for concretizada a venda, o BPI perderá o controlo da operação em Angola, já que ficará com 48,1% do BFA e a Unitel com 51,9%. Atualmente, o BPI tem 50,1% do BFA e a Unitel 49,9%.

O banco português tem como principais acionistas o Caixabank, que detém cerca de 45,50% do seu capital social, e a angolana Santoro, com 18,6%. Entre os acionistas de referência do BPI contam-se ainda a seguradora Allianz, com 8,4%, a ‘holding’ da família Violas, com 2,68%, e o Banco BIC, com 2,28%, posição esta que se relaciona com a da Santoro, uma vez que ambas as empresas têm Isabel dos Santos como acionista de referência. Na assembleia-geral esteve representado 84,15% do capital social.