Da alimentação ao sono, do exercício às virtudes de preguiçar (e de se espreguiçar) e da decoração da casa à higiene pessoal, há um conjunto de dicas saudáveis que Frank Lipman — como praticante da Medicina Funcional Integrativa dos Estados Unidos — defende com unhas e dentes. No livro As Novas Regras da Saúde, sob a premissa de mudar os tradicionais hábitos de saúde “com entusiasmo, inspiração e desvelo”, o médico juntou-se à jornalista Danielle Claro para ajudá-lo a revigorar a mente, mexer o corpo e curar a alma em cinco capítulos.

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O livro, editado pela Lua de Papel, chega às livrarias a 24 de janeiro com um PVP de 15,50€.

Assim nasceram 223 páginas de conselhos para ser mais saudável, ilustrados com imagens apelativas, onde acender uma vela e usar os produtos de limpeza certos fazem parte da receita médica. A promessa é que seja qual for a página que abra e seja qual for o momento em que o faz, haverá sempre qualquer coisa que poderá fazer para se sentir melhor.

Em forma de pré-publicação exclusiva, reunimos 10 passos alternativos para uma vida saudável e livre de químicos:

Use estévia se precisar de um substituto do açúcar

Para adoçar o chá ou café matinal, pode usar a estévia (stevia), uma alternativa natural que não provoca picos de açúcar no sangue. Compre a de origem biológica, em pó ou líquida. Em último caso, use um pouco de mel (ou xarope de ácer), mas é quase tão mau como o açúcar. Nem pense em substitutos químicos como o aspartame ou a sacarina.

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Esqueça o açúcar e use uma alternativa natural como a stevia. (Imagem retirada do livro)

Olhe para a quantidade de calorias, não para o número

Contar calorias é uma distração que o pode levar a consumir adoçantes artificiais e conservantes – a pior coisa que existe para o organismo. Em vez disso, coma comida saudável, o mais próximo possível do seu estado natural e rica em nutrientes. Preste atenção à fonte das calorias e não ao número das mesmas. (Cem calorias de couve galega não têm nada a ver com cem calorias daqueles produtos que se vendem nas máquinas automáticas.)

Escolha o queijo menos mau

Se acha que uma vida sem queijo não vale a pena ser vivida, pelo menos saiba quais são os preferíveis: queijo de leite cru (que não é tão fácil de encontrar); queijo de ovelha, como o feta, o Manchego e o Roquefort; queijo de cabra; mozarela de búfala. Como com qualquer produto de origem animal, quanto mais saudável for o animal, mais saudável é o produto. Sempre que possível, compre a agricultores locais.

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Para o bem da sua saúde, escolha o queijo menos mau. (Imagem retirada do livro)

Pare de comer quando se sentir 80% cheio

Em casa é fácil controlar as quantidades que põe no prato. Nos restaurantes, onde as refeições tendem a ser enormes (conhece‑os bem), tem de contrabalançar. Coma mais ou menos metade do que tem no prato, depois faça uma pausa. Está satisfeito? Já não tem fome? Já pensa numa bela chávena de chá de camomila em vez de em mais comida? Então, relaxe. Já terminou a refeição.

Imite as crianças a brincar

O nosso corpo não está preparado para correr grandes distâncias sem um motivo. Fomos feitos para caçar presas e depois parar. Para fugir do perigo e depois parar. É o que sabe melhor e o que resulta melhor para nos pôr em forma – pequenas descargas de esforço intenso intercalado por períodos de movimentos ligeiros. A ideia de acelerar o ritmo cardíaco com 30 minutos de atividade física contínua está a ser substituída por este método – muitas vezes referido como treino intermitente. Não precisa de nenhum plano de exercícios, nem de um personnal trainer. Se costuma correr, faça um sprint de um minuto, depois ande ou saltite cinco minutos. Na natação, faça uma piscina rápida e depois três a um ritmo mais calmo. Este sistema faz parte integrante das aulas de ioga (faz ‑se a invertida sobre os antebraços dois minutos, depois descansa‑se na postura da criança). Mas com determinados exercícios, cabe‑lhe a si ver o que é melhor. Se está preocupado porque acha que não queimará as calorias suficientes, com o treino intermitente, na verdade, queima mais.

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(Imagem retirada do livro)

Mexa-se cinco minutos de hora a hora

É mais fácil de dizer do que fazer, pelo menos para algumas pessoas, mas faça disto um objetivo – aliás, escreva ‑o num post‑it e cole‑o num local onde o veja (por exemplo, no computador). Ao fim de 55 minutos de trabalho, levante ‑se e ande um bocado ou suba um lanço de escadas. Ou se tiver um gabinete só seu, faça algumas posturas de ioga ou alguns exercícios da velha escola, como flexões, saltos de tesoura – qualquer coisa que o obrigue a sair da forma de “cadeira” a que o seu corpo está habituado. Esta pausa também proporciona à mente um recomeçar, por isso este hábito pode ser excelente para a produtividade.

Não deixe o computador arruinar a sua coluna

Como provavelmente já sabe por experiência própria, quando está a trabalhar no computador, especialmente num portátil, tem tendência para aproximar o rosto do ecrã para ver melhor, espetar o queixo para fora, arquear as costas e subir os ombros. Aquilo que pode não saber é que esta postura provoca o estiramento dos músculos das costas e encolhe o tecido conjuntivo da parte frontal do corpo. Com o passar do tempo, o corpo memoriza este porte meio tombado. (E não lhe sai da cabeça!) Se mudar de postura, os pulmões, músculos e órgãos descomprimem‑se e sentirá mais energia (porque consegue respirar melhor). Ponha o seu computador mais ou menos ao nível dos olhos e certifique‑se de que os cotovelos e as mãos estão ao mesmo nível. Use uma almofada por baixo do portátil se o tiver ao colo ou coloque‑o num suporte para portáteis em que o teclado fique inclinado.

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Para ser mais saudável, cuide da sua coluna e evite más posturas à secretária. (Imagem retirada do livro)

Treine o seu sono

É difícil estabelecer um horário regular para se deitar e levantar todos os dias. As semanas são muito agitadas e exigentes e os fins de semana normalmente servem para recuperar. Mas se consolidar um ritmo – digamos deitar‑se às 23h30 e acordar às 6h30 –, o seu corpo vai agradecer e começará a produzir melatonina por volta das 23h, começando a ficar sonolento. Por volta das 6h, começará a produzir hormonas para despertar, a serotonina e o cortisol. Adormecer e acordar será menos cansativo. (Mesmo quando não consegue ir para a cama à hora habitual, faça os possíveis para manter a hora de despertar.)

Apanhe sol 15 minutos por dia

O corpo precisa da vitamina D que o sol nos dá, para prevenir todo o tipo de doenças, incluindo muitos tipos de cancro. A maior parte das pessoas só obtém metade da vitamina D de que precisa. Vá apanhar sol, com os braços e as pernas ao léu (se o tempo o permitir) e sem protetor, 15 minutos todos os dias. Fará maravilhas; o seu humor e energia agradecem.

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A vitamina D previne muitos tipos de cancro. (Imagem retirada do livro)

Honre os seus pés

São a central de comando do corpo. Seja simpático com eles. Enquanto está a lavar a loiça ou a conversar ao telefone, rode uma bola de ténis por baixo do pé, cinco minutos cada um (mas se quiser mimos a sério, use um rolo de massagem). Liberta os pequenos músculos que mantêm o seu corpo direito todo o dia e tem um efeito “conta‑gotas” benéfico para todo o sistema. Diminua o número de horas em que usa sapatos desconfortáveis. Os saltos altos não prejudicam somente os pés, também afetam o corpo por aí acima – joelhos, ancas, coluna, pescoço (e finalmente o cérebro e o humor porque quando sentimos dores, ficamos irritados). Sempre que se descalçar, alongue o corpo durante dois minutos (literalmente dois minutos): ponha‑se de pé num degrau, apoiado sobre as pontas dos dedos, e baixe um calcanhar para esticar bem os gémeos. Mantenha uns segundos e depois troque de pé. Repita dez vezes.

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(Imagem retirada do livro)