Entre 231 cidades no mundo inteiro, Lisboa está entre as 50 melhores para se viver: a capital portuguesa ficou classificada na 43.ª posição a nível global na lista de cidades com melhor qualidade de vida, num ‘ranking’ liderado por Viena (Áustria) e com Bagdade (Iraque) na última posição, segundo um estudo da consultora Mercer hoje divulgado.

Segundo o estudo ‘Quality of Living’ – elaborado anualmente pela consultora e que vai na 19.ª edição, – entre as dez cidades melhor classificadas encontram-se oito localidades europeias. Lisboa encontra-se posicionada acima de cidades como Nova Iorque (Estados Unidos da América, em 44.º), Madrid ou Edimburgo (Escócia, em 45.º). “Apesar do aumento da volatilidade política e financeira na Europa, muitas das cidades deste continente oferecem o maior nível de qualidade de vida do mundo”, refere a consultora, numa nota enviada às redações.

O ‘top 10’ das cidades com melhor qualidade de vida é encabeçado pela capital austríaca (pelo oitavo ano consecutivo), seguindo-se Zurique (Suíça), Auckland (Nova Zelândia) Munique (Alemanha), Vancouver (Canadá), Dusseldorf (Alemanha), Frankfurt (Alemanha), Genebra (Suíça), Copenhaga (Dinamarca) e Basileia (Suíça), que se estreia na lista, em 10.º lugar.

Top 10 ‘Qualidade de vida” – estudo Mercer

As melhores cidades…

  1. Viena (Áustria)
  2. Zurique (Suíça)
  3. Auckland (Nova Zelândia)
  4. Munique (Alemanha)
  5. Vancouver (Canadá)
  6. Dusseldorf (Alemanha)
  7. Frankfurt (Alemanha)
  8. Genebra (Suíça)
  9. Copenhaga (Dinamarca)
  10. Basileia (Suíça)

… e as piores cidades

  1. Conacri (Guiné)
  2. Kinshasa (RD Congo)
  3. Brazzaville (Congo)
  4. Damasco (Síria)
  5. N’Djamena (Chade)
  6. Cartum (Sudão)
  7. Port-au-Prince (Haiti)
  8. Sana’a (República do Iémen)
  9. Bangui (República Centro-Africana)
  10. Badgade (Iraque)

Comparativamente a anos anteriores, a consultora refere que “a maioria das cidades europeias manteve-se estável neste ranking, à exceção de Bruxelas (Bélgica, 27.º lugar), que caiu seis lugares devido aos problemas de segurança causados pelos ataques terroristas, e de Roma (Itália, 57.º lugar), que desceu quatro posições no seguimento de problemas referentes à remoção de resíduos”.

Lisboa desceu uma posição face ao ano passado, e “Istambul desceu do 122.º lugar para a 133.ª posição, devido à grave turbulência política na Turquia durante o ano passado”, continua a consultora. “O Dubai (Emirados Árabes Unidos, 74º lugar) continua a ser a cidade com melhor qualidade de vida na zona de África e do Médio Oriente”, liderando também esta lista no que toca a infraestruturas (51.ª), salienta o estudo.

Nesta edição, o estudo avaliou também as infraestruturas de cada cidade, tendo contemplado “o fornecimento de eletricidade, de água potável, de serviços de telecomunicações, de transportes públicos, tráfego e congestionamento automóvel, bem como a variedade de voos internacionais a partir dos aeroportos locais”.

Para a consultora, estes são “fatores importantes quando as empresas têm que apurar os custos das políticas de mobilidade internacional, que têm por base as diferenças existentes entre a cidade de origem do colaborador e a cidade onde será colocado”.

Esta tabela é liderada por Singapura, seguindo-se Frankfurt e Munique, “ambas em segundo lugar”, e Lisboa ocupa a 60.ª posição. Segundo o estudo, Porto Príncipe, capital do Haiti que foi afetada por um terramoto de grandes dimensões em 2010, “é a cidade com piores infraestruturas” a nível mundial.

Segundo a consultora Mercer, este estudo é “realizado anualmente para as empresas multinacionais e outras organizações poderem compensar os seus colaboradores de uma forma justa sempre que os destacam para o estrangeiro em trabalho”, e abrangeu 231 cidades. A informação foi “analisada entre setembro e novembro de 2016, e vai ser atualizada regularmente para contemplar eventuais alterações”, acrescenta.

A Mercer pertence à Marsh & McLennan Companies, uma sociedade cotada na bolsa de Nova Iorque, Chicago e Londres, e está em Portugal (Lisboa e Porto) desde 1993, onde conta com uma equipa de 200 profissionais.