Os últimos três anos não foram fáceis para Kesha. Em 2014, a cantora norte-americana avançou com um processo contra o seu produtor de longa data, Dr. Luke, acusando-o de abuso sexual e psicológico durante mais de dez anos de trabalho em conjunto. Depois de uma longa e complicada batalha legal, o Supremo Tribunal de Nova Iorque decidiu que não havia provas suficientes para condenar o produtor e que não havia motivos para quebrar o contrato de Kesha com a Sony Music. Depois disso, Kesha remeteu-se ao silêncio.

O último álbum da cantora, Warrior, saiu em 2012 e o último single em 2013. Mas, depois de quatro anos sem nada de novo, a norte-americana vai finalmente lançar um disco. Rainbow contou com a colaboração de vários artistas conhecidos, como Dolly Parton, Eagles Of Death Metal e Ben Folds, e chega às lojas a 11 de agosto. O primeiro single, “Praying”, divulgado esta quinta-feira, foi escrito em conjunto com Ryan Lewis (produtor dos Mackemore) e mostra um lado diferente de Kesha.

O tema começa com um discurso feito pela cantora — sem música –, durante o qual ela pergunta: Am I dead? Or is this one of those dreams? Those horrible dreams that seem like they last forever? (“Estou morta? Ou isto é um daqueles sonhos? Daqueles sonhos horríveis que parecem durar para sempre?”). O início é negro, mas a mensagem que “Praying” pretende transmitir é completamente diferente.

Num texto escrito para a newsletter Lenny Letter, Kesha explicou que a música “é sobre sentir empatia por alguém mesmo que essa pessoa nos tema magoado ou assustado”. “É uma música sobre aprender a ter orgulho na pessoa que somos nos momentos em que nos sentimos sozinhos. É também sobre esperar que toda a gente, até alguém que nos tenha magoado, possa sarar.” De acordo com a cantora, o novo álbum nasceu dos momentos de depressão e desespero que sentiu nos últimos anos, mas que a ajudaram a tornar-se numa pessoa mais forte. “Ultrapassei obstáculos e descobri que havia força em mim mesmo quando pensava que não era possível.”

“Esta música é sobre encontrar a paz no facto de que não consigo controlar tudo — porque tentar controlar toda a gente estava a matar-me. É sobre aprender a deixar as coisas fluírem ao aperceber-me que o universo é que controla o meu destino, não eu”, disse ainda a cantora no mesmo texto, admitindo que é “dos momentos mais negros que tiramos a maior força”. É talvez por isso que o videoclip que acompanha a música (realizado pelo sueco Jonas Åkerlund) é, apesar de dramático, tão colorido.