A atualização das rendas em 2018 deverá ser de 1,1%. É o maior aumento desde 2013 e é o dobro relativamente ao ano passado (0,54%).

De acordo com o Jornal de Negócios e com o jornal Público, este cálculo é feito com base o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), sem habitação, relativamente ao mês de julho e divulgado esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) .

A atualização das rendas para o próximo ano é feita tendo por base o IPC, sem habitação, do último ano, relativamente a agosto. Ainda assim, esta atualização de 1,1% é quase certa, uma vez que a diferença relativamente a julho deverá ser mínima.

Um aumento que não deverá ocorrer antes de novembro. Isto porque só em setembro ou no início do mês de outubro é que o valor final será anunciado pelo INE. Só depois da sua publicação em Diário da República, que deverá ser feita até ao dia 30 de outubro, é que os proprietários poderão anunciar aos inquilinos o aumento da renda, que só ocorrerá efetivamente 30 dias depois deste aviso. Nada obriga, contudo, os proprietários a atualizar as rendas.

O Negócios estima que cerca de 600 mil famílias terão um aumento na renda da casa, mas há, logo à partida, rendas que não poderão ser aumentadas. É o caso, por exemplo, dos inquilinos que invoquem poucos meios económicos, deficiência ou com idade superior a 65 anos e que tenham contratos de arrendamento anteriores a 1990 (as ditas rendas antigas).