Numa altura em que o ambiente entre o Governo alemão e os fabricantes automóveis parecia ter acalmado, eis que o panorama volta a azedar, devido à aproximação das eleições do próximo dia 24 de Setembro. E tudo porque a chanceler alemã Angela Merkel terá admitido publicamente a possibilidade de vir a criar o enquadramento legal propício para que os proprietários de veículos a gasóleo possam vir a juntar-se e avançar com processos judiciais conjuntos contra os fabricantes automóveis alemães. Tudo, devido ao excesso de poluição que as suas viaturas emitem.

Pressionada pelo seu principal rival político à corrida eleitoral, que a acusou de bloquear tal possibilidade, Angela Merkel garantiu, em entrevista ao canal de televisão ZDF, que tal como já existe legislação que prevê que queixosos possam avançar com processos judiciais contra sociedade financeiras, o mesmo direito poderá ser dado aos compradores de automóveis, se essa for a melhor solução.

“Em princípio, sim”, afirmou Angela Merkel, quando questionada pelo social-democrata Martin Schulz sobre se admitia vir a criar legislação que permitisse aos proprietários de automóveis mais poluentes avançaram com acções judiciais conjuntas, contra asa marcas. “No entanto, é algo que tem de ser devidamente elaborado”, completou.

Gasolina e diesel já eram, segundo Angela Merkel

A crise do diesel na Alemanha, iniciada há cerca de dois anos, tornou-se um dos temas centrais da campanha eleitoral que está a decorrer, com o Executivo de Merkel a ser pressionado para impedir a aplicação das medidas decretadas pela justiça, de embargo destes motores, evitando assim o colapso nas vendas de viaturas diesel.

o ex-presidente do Parlamento Europeu, agora candidato a chanceler na Alemanha, acusou Merkel de bloquear quaisquer acções judiciais colectivas contra a indústria automóvel, afirmando numa acção de campanha que “qualquer consumidor individual que conduza um carro [destes grupos], e esteja na disposição de processar a Volkswagen ou a Daimler, está simplesmente sozinho”.