O município da Pampilhosa da Serra pediu hoje para que se suspenda a doação de vestuário, calçado e roupa de cama, embora se mantenha a recolha de bens na sequência dos incêndios de dia 15.

“Após os incêndios que assolaram o concelho de Pampilhosa da Serra nesta última semana, a autarquia iniciou a entrega de bens doados através da solidariedade dos portugueses e em particular de todos os pampilhosenses. Continuamos com a recolha de bens na Câmara Municipal, nomeadamente bens de primeira necessidade, excetuando vestuário, calçado e roupa de cama”, lê-se numa nota da autarquia publicada no Facebook.

Também hoje, a autarquia de Tondela tinha feito o mesmo pedido, já que as quantidades doadas eram suficientes para as necessidades.

No sábado, Arganil e Oliveira do Hospital fizeram o mesmo apelo.

As centenas de incêndios que deflagraram no dia 15, o pior dia de fogos do ano segundo as autoridades, provocaram 44 mortos e cerca de 70 feridos, mais de uma dezena dos quais graves.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

Os fogos obrigaram a evacuar localidades, a realojar as populações e a cortar o trânsito em dezenas de estradas, sobretudo nas regiões Norte e Centro.

Esta é a segunda situação mais grave de incêndios com mortos em Portugal, depois de Pedrógão Grande, em junho deste ano, em que um fogo alastrou a outros municípios e provocou, segundo a contabilização oficial, 64 mortos e mais de 250 feridos. Registou-se ainda a morte de uma mulher que foi atropelada quando fugia deste fogo.