Um estudo promovido pelo Conselho do Hidrogénio, com o apoio da consultora McKinsey, concluiu que este gás pode vir a ser um importante pilar no processo de transição energética, graças à possibilidade de ser utilizável em grande escala e, nessa óptica, responsável por quase um quinto do total da energia consumida, até 2025. Reduzindo dessa forma, em seis gigatoneladas, as emissões de CO2 anuais, e contribuindo para uma redução, na ordem dos 20%, dos gases que contribuem para o aquecimento do planeta.

Segundo este mesmo estudo, até 2030, o hidrogénio poderá ser também a solução para abastecer entre 10 e 15 milhões de automóveis e 500.000 camiões. Podendo ser ainda utilizado noutros sectores, tais como processos industriais e matérias-primas, aquecimento, geração e armazenamento de energia. Permitindo criar, segundo estes promotores, mais de 30 milhões de empregos, até 2050.

Prevendo-se que a população mundial aumente cerca de 2 mil milhões até 2050, o estudo “Hydrogen, Scaling up” avança que a procura anual de hidrogénio poderá aumentar cerca de 10 vezes até 2050, perfazendo assim um total de 18% da procura total de energia nesse mesmo ano.

No entanto, para atingir uma tal escala de implementação, o Conselho do Hidrogénio, liderado pelos co-presidentes Takeshi Uchiyamada, presidente da Toyota, e Benoît Potier, presidente e CEO da Air Liquide, preveem a necessidade de investimentos avultados. Mais concretamente, entre 20 e 25 mil milhões de dólares (17 – 21 mil milhões de euros) por ano, para um total de cerca de 280 mil milhões de dólares (mais de 238 mil milhões de euros), até 2030. Algo que o relatório considera viável, recordando que, actualmente, o mundo já investe mais de 1,7 triliões de dólares (cerca de 1,4 triliões de euros) em energia, todos os anos. Destes, 650 mil milhões de dólares (554 mil milhões de euros) são em petróleo e gás, 300 mil milhões de dólares (256 mil milhões de euros) em electricidade renovável, e mais de 300 mil milhões de dólares na indústria automóvel.