Arte

ARCOmadrid encerra este domingo marcada pela polémica retirada de quadros

A Feira de Arte Contemporânea ARCOmadrid, dedicada ao tema do futuro, encerra este domingo marcada pela polémica retirada de quadros de Santiago Sierra.

Durante a feira, a IFEMA assinou um protocolo com o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, que garante a organização da feira de arte contemporânea - ARCOlisboa - na capital portuguesa, até 2020

FERNANDO VILLAR/EPA

Autor
  • Agência Lusa
Mais sobre

A Feira de Arte Contemporânea ARCOmadrid, dedicada ao tema do futuro, com a presença de 30 galerias de Portugal e do Brasil, entre 208 de 29 países, encerra este domingo marcada pela polémica retirada de quadros de Santiago Sierra.

Inaugurada para profissionais na última quarta-feira, a feira internacional, organizada pela IFEMA – Feira de Madrid, abriu logo com uma controvérsia, quando a organização decidiu retirar da série de 24 fotografias de detidos catalães.

A organização acabou por pedir desculpas, três dias depois, pela retirada da obra intitulada “Presos Políticos na Espanha Contemporânea”, de Santiago Sierra, num comunicado assinado pelo presidente da instituição, Clemente González Soler.

A série de 24 fotografias, reunia uma representação em ‘pixel’ de imagens de “detidos conhecidos”, como o ex-vice-presidente do Governo catalão Oriol Junqueras, jovens acusados de agredir dois guardas civis, em Navarra, ou de ativistas do 15M (manifestações de 15 de maio de 2011).

A maior parte da imprensa espanhola fez primeira página do incidente, falando num “ato de censura”, e o mundo da arte criticou a retirada da instalação, enquanto o próprio diretor da Feira, Carlos Urroz, se mostrou contra a decisão da organização.

A série foi entretanto vendida por 80 mil euros, pela galerista Helga de Alvear ao empresário Josep María ‘Tatxo’ Benet Ferran, que se encontra na lista dos mais ricos de Espanha.

A maioria das galerias portuguesas presente esteve incluída no programa geral: 3+1 Arte Contemporânea, Vera Cortês, Baginski Galeria/Projectos, Caroline Pagés, Cristina Guerra Contemporary Art, Filomena Soares, Bruno Murias, e Pedro Cera, de Lisboa, e, do Porto, Pedro Oliveira, Nuno Centeno e Quadrado Azul, esta última também com sede na capital.

No programa Opening, comissariado por Stefanie Hessler e Ilaria Gianni, centrado em galerias com um máximo de sete anos, também contou com as galerias de Francisco Fino, Madragoa e Pedro Alfacinha, provenientes de Lisboa.

Por seu turno, em Diálogos, cuja seleção ficou a cargo de Maria de Corral, Lorena Martínez de Corral e Catalina Lozano, esteve presente a galeria Graça Brandão, de Lisboa.

A esta presença das galerias portuguesas juntaram-se as galerias de Madrid e de Roma que também têm sede em Lisboa, nomeadamente a Maisterravalbuena e a Monitor, segundo a organização.

Durante a feira, a IFEMA assinou um protocolo com o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, que garante a organização da feira de arte contemporânea – ARCOlisboa – na capital portuguesa, até 2020.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)