Desporto

Naide Gomes ficou feliz com a medalha de prata de 2006, mas não vai à cerimónia

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Naide Gomes é afinal segunda no Mundial de 2006, depois de um escândalo de doping com a atleta russa. Não vai à cerimónia, mas reagiu: "Fiquei feliz, pois, afinal de contas a verdade veio ao de cima".

FREDRIK SANDBERG/EPA

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  • Agência Lusa
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Naide Gomes não vai estar presente sábado em Birmingham, na cerimónia de entrega de medalhas do salto em comprimento do Mundial de 2006, fazendo-se representar por um elemento da delegação portuguesa aos Mundiais ‘indoor’ deste ano.

“Infelizmente não poderei estar presente, por motivos pessoais. Viva a verdade!”, escreveu esta segunda-feira a antiga atleta numa mensagem publicada no Instagram, declinando assim o convite para a cerimónia de ‘retificação’ do pódio daquele mundial de pista coberta, em que a portuguesa é segunda, depois de terem sido anulados os resultados da vencedora em Moscovo2006, a russa Tatiana Kotova, por doping.

Em 2013, uma reanálise a uma amostra de 2005 levou a que os resultados de Kotova em 2005 e 2006 fossem anulados, com o título de 2006 a passar para a norte-americana Tiana Bartoletta, Naide a subir um degrau e a espanhola Concha Montaner a chegar ao bronze.

“Foi uma prova muito competitiva e emocionante”, recorda a portuguesa. “Passado alguns anos soubemos que o pódio não era real, a vencedora, a russa Tatyna Kotova, jogou sujo, estava dopada”.

“Se fiquei feliz com a novidade? Fiquei pois, afinal de contas a verdade veio ao de cima. Mas não é a mesma coisa, os sentimentos vividos no dia da prova poderiam ser diferentes”, acrescenta ainda a antiga saltadora portuguesa.

Quanto à iniciativa da IAAF, de realizar cerimónias de entrega de medalhas no decorrer de Birmingham2018 “com o fim de repor a verdade”, diz que “infelizmente não podemos voltar atrás. Mas é um começo!” Naide dá os parabéns às outas duas medalhadas, que estarão pessoalmente em Inglaterra.

Também no Instagram, Tiana Bartoletta recorda a prova de 2006: “Quando alguém faz batota, é sempre mais que as medalhas ou o dinheiro que te tiram. E é sempre algo que não recuperas totalmente. Mas é um começo”.

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