No início, todos achavam que era apenas uma brincadeira; depois, começou a perceber-se que podia ser mais do que isso (ou pelo menos o próprio queria que fosse mais do que isso); ontem, parecia estar confirmado: Usain Bolt, o homem mais rápido do planeta e detentor dos recordes mundiais dos 100 e dos 200 metros, vai ser jogador de futebol.

Bem, e vai. Nem que seja só por um dia. Bolt será o capitão de uma equipa de celebridades e antigos futebolistas no próximo jogo de caridade “Soccer Aid”, da UNICEF, que se irá realizar no dia 10 de junho em Old Trafford, anunciou esta terça-feira o jamaicano.

A equipa de capitaneada por Bolt jogará contra uma Inglaterra liderada pelo cantor britânico Robbie Williams, que protagonizou o anúncio de que o jamaicano vai pisar o relvado da casa do Manchester United, clube em que Bolt sonhava jogar. Apesar de não o ir fazer ao serviço dos “Red Devils”, Usain considera que “jogar contra algumas das maiores lendas do futebol vai ser marcante”.

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Na segunda-feira, Usain Bolt fez uma publicação nas redes sociais que fez correr tinta no mundo do desporto. “Acabei de assinar por uma equipa de futebol, descobre qual é na terça-feira, dia 27″, referiu num vídeo deixado nas suas páginas. Não parecia ser bluff: tudo dava a entender que o jamaicano, que competiu pela última vez nos Campeonatos do Mundo de atletismo de Londres, em agosto, se ia aventurar num novo desporto.

Mas Bolt, que se dedicou ao Poker depois de deixar as pistas, enganou tudo e todos: por enquanto, a carreira do atleta enquanto futebolista será apenas em jogos de caridade. Ainda não é desta que o jamaicano se aventura por completo num novo desporto, seja esse o futebol, ou o críquete, a sua grande paixão de miúdo.

Chegar ao Manchester United era o grande sonho de Bolt, como o próprio confidenciou. E, em janeiro, altura em que anunciou a entrada no circuito do PokerStars, disse também que iria fazer um período de testes nos alemães do B. Dortmund, aproveitando o patrocínio comum entre ambos da Puma. “Irei lá à experiência e a partir daí verei o que farei com a minha carreira, que caminho toma. Se eles disserem que sou bom e que preciso de um pouco de treino, vou fazê-lo. Mas deixa-me nervoso, algo que nunca me acontece – é diferente, isto é futebol. Vou precisar de tempo para adaptar-me mas jogando umas vezes acabarei por habituar-me”, comentou.

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Caso decida mesmo aventurar-se no mundo do futebol, existem hipóteses mais cotadas do que essas em termos de apostas como a África do Sul ou os Estados Unidos (sobretudo por uma troca de mensagens com David Beckham, que passou também a ter a sua própria equipa), sendo que a primeira parece mesmo em vantagem.

“Amo o futebol e poder jogar é algo que está na minha mente há muito tempo. Nos últimos meses tenho falado com vários clubes, mas não se chegou a nada de concreto. Vamos esperar para ver o que acontece”, disse em janeiro o homem mais rápido do mundo à revista So Foot, onde admitiu também que, se o Mundial tivesse sido em 2017 e a Jamaica estivesse apurada, poderia abdicar logo aí do atletismo pelo futebol. “Sabem que mais? Seria o momento. Preciso de lançar-me no futebol, que é um desporto muito exigente fisicamente, e eu já não sou um jovem. Mesmo assim, penso que poderei jogar durante, pelo menos, quatro anos”, completou.

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Na África do Sul, eram já muitos os órgãos que colocavam Usain Bolt como o próximo avançado do Mamelodi Sundowns FC, sobretudo depois de uma publicação do clube no Twitter: “O futebol nunca mais vai ser o mesmo”, com uma fotografia do jamaicano, que tem em Cristiano Ronaldo a grande referência, num treino na equipa. No entanto, a única coisa confirmada foi mesmo esse período de testes feito no clube sul-africano… E, agora, o jogo de caridade pela equipa da SoccerAid.