A fabulosa reviravolta da Roma frente ao Barcelona, num dos encontros da Liga dos Campeões que por mais tempo será recordado, deixou os italianos numa euforia tal que o próprio presidente dos romanos, o americano James Palotta, não controlou os ânimos e mergulhou na fonte da Piazza del Popolo perante o gáudio dos inúmeros adeptos presentes no local. O empresário teve depois de pagar 450 euros de multa pelo gesto, mas acrescentou mais 230 mil para ajudar na renovação de monumentos, neste caso a fonte da Piazza della Rotonda que fica situada no Panteão. E ficou tudo bem, com a recomendação para que os mais novos não repetissem o ato.

Do nada, quando aquele 4-1 em Camp Nou parecia ter arrumado de vez o conjunto transalpino da principal prova de clubes europeia, a Roma fez história e chegou às meias-finais 34 anos depois, repetindo o feito de um conjunto que tinha estrelas como Paulo Roberto Falcão, Toninho Cerezo e Roberto Pruzzo (perderia nessa final de 1984 frente ao Liverpool de Ian Rush, Kenny Dalgish e Graeme Souness nas grandes penalidades). E até já pensa em algo mais… com muita fé no sorteio que ainda não se tinha realizado: esta sexta-feira, começaram a circular imagens de um documento onde se preparava a venda de bilhetes para o jogo com o Liverpool da segunda mão.

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Podia estar certo, até tinha 33,333333% de probabilidades de estar, mas o sorteio começava apenas às 12 horas e, além dos reds, que já foram cinco vezes campeões europeus, havia mais dois colossos: Real Madrid, a equipa com mais conquistas da Taça dos Campeões Europeus/Liga dos Campeões (12), e o Bayern, que com cinco títulos é apenas superado pelos merengues e pelo AC Milan (sete) nesta tabela dos maiores da Europa. Olhando para a atualidade, a expetativa era fácil de perceber: haveria uma “final antecipada” entre espanhóis e alemães?

Pela mão do ex-avançado e agora selecionador Andriy Shevchenko, embaixador da final da Liga dos Campeões que se realiza esta época em Kiev a 26 de maio, e com a presença também do antigo campeão de boxe de pesos pesados e atual presidente da câmara da cidade ucraniana, Vitaly Klychko, confirmou-se mesmo esse cenário. E, mais curioso ainda, a Roma vai mesmo jogar a segunda mão da Champions em casa com o Liverpool.

Olhando para os duelos entre Real Madrid e Bayern, existe, literalmente, um empate técnico: 11 vitórias para cada lado, a que se somam dois empates. Mas quando colocamos Cristiano Ronaldo na equação, tudo se transforma num pesadelo para os bávaros: em seis jogos contra os alemães, o avançado português marcou nove golos. Em resumo, a contabilidade é a seguinte: dois nas meias-finais de 2012 (que os alemães ganharam); dois nas meias-finais de 2014 (que os espanhóis venceram); cinco nos quartos de 2017 (que os merengues passaram). E, a título de curiosidade, as duas equipas estiveram em foco esta manhã por outras notícias: Sergio Ramos livrou-se de um eventual castigo por estar numa zona proibida no jogo com a Juventus (que falhou por castigo), ao passo que Niko Kovac foi confirmado pelos germânicos como sucessor de Jupp Heynckes na próxima temporada. O primeiro jogo realiza-se em Munique, a 24/25 de abril, ao passo que a segunda mão está marcada para a semana seguinte.

As 101 marcas de Ronaldo pintadas em tom de Bayern

Em relação à outra meia-final, Liverpool e Roma reeditam a final de 1984, havendo também contas divididas em termos históricos com ligeira vantagem para os reds: duas vitórias para os ingleses, um triunfo para os italianos e dois empates. Grande curiosidade do encontro? O regresso de Salah, avançado que está a ser a grande sensação da temporada nos principais campeonatos europeus, a Roma, de onde saiu no final da última época.