Cabo Verde

Ritmo de crescimento económico volta a abrandar em Cabo Verde

O ritmo de crescimento económico em Cabo Verde voltou a abrandar nos três primeiros meses do ano, mas mesmo assim situa-se acima da média da série.

ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O ritmo de crescimento económico voltou a abrandar em Cabo Verde no primeiro trimestre deste ano, divulgou esta segunda-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE), salientando, porém, que a conjuntura económica é favorável.

Segundo o inquérito de Conjuntura aos Agentes Económicos revelado neste dia pelo INE, o ritmo de crescimento económico voltou a abrandar nos três primeiros meses do ano, mas mesmo assim situando-se acima da média da série e evoluindo positivamente face ao trimestre homólogo.

A nível dos setores, o comércio em estabelecimentos foi o que mais evoluiu, tendo o indicador de confiança registado o valor mais alto dos últimos 33 trimestres consecutivos, evoluindo positivamente face ao mesmo período do ano 2017.

A insuficiência da procura e as dificuldades financeiras foram os principais constrangimentos do setor, apontaram os agentes económicos no primeiro trimestre. No turismo, o INE registou que o indicador de confiança manteve a tendência descendente do último trimestre, no entanto, o indicador situa-se acima da média da série e manteve-se no mesmo nível relativamente ao trimestre homólogo e a conjuntura no setor é favorável.

“Os empresários apontaram o excesso de burocracia e regulamentações estatais como sendo o principal obstáculo do setor no 1.º trimestre de 2018”, continuou o inquérito do INE. A conjuntura é favorável também no setor de comércio e feira, em que o indicador de confiança contrariou a tendência descendente do último trimestre e evoluiu positivamente face ao trimestre homólogo.

Na indústria transformadora, o indicador de confiança contrariou a tendência ascendente do último trimestre, mantendo-se no mesmo nível da média da série, evoluindo favoravelmente face ao trimestre homólogo.

A conjuntura foi ainda favorável no setor de turismo residencial, cujo indicador de confiança registou o valor mais alto da série, evoluindo positivamente face ao trimestre homólogo. Em sentido contrário, a conjuntura foi desfavorável nos setores da construção e transportes e serviços auxiliares aos transportes.

Na construção, o indicador contrariou a tendência ascendente do último trimestre, situando abaixo da média da série. Nível elevado de taxas de juro, insuficiência da procura e deterioração das perspetivas de vendas foram os principais fatores que limitaram a atividade das empresas do setor da construção no primeiro trimestre.

Nos transportes e serviços auxiliares aos transportes, o indicador de confiança contrariou a tendência ascendente dos últimos trimestres, situando-se abaixo da média da série no primeiro trimestre. Nos primeiros três meses do ano, as empresas deste setor apontaram como limitações as dificuldades financeiras, dificuldades na obtenção de crédito bancário e a concorrência.

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