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Caso Pinho. Ana Gomes diz que PS se tornou instrumento de “corruptos e criminosos” e quer discutir assunto no Congresso

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Eurodeputada do PS diz que o partido se tornou num "instrumento de corruptos e criminosos" e adverte que "o PS não pode continuar a esconder a cabeça na carapaça da tartaruga".

Jo

A eurodeputada socialista Ana Gomes afirmou este sábado, através do Twitter que “o PS não pode continuar a esconder a cabeça na carapaça da tartaruga“. A socialista diz ainda que o “próximo Congresso” do PS, que se realiza no final de maio, é uma “oportunidade para escalpelizar como [o PS] se prestou a ser instrumento de corruptos e criminosos.” Ana Gomes reagia às notícias de que Ricardo Salgado foi constituído arguido pela PJ  por alegadamente ter corrompido Manuel Pinho. O antigo ministro da Economia do PS, como o Observador avançou esta quinta-feira, terá recebido meio milhão de euros do GES quando era ministro. Para Ana Gomes esta discussão interna no partido é necessária para a “regeneração do próprio PS, da política e do país”.

No caso de Manuel Pinho estão em causa pagamentos que totalizam mais de 1 milhão de euros (mais concretamente, 1.032.511, 86 euros) que terão sido realizados entre 18 de outubro de 2006 e 20 de junho 2012 a uma nova sociedade offshore descoberta a Manuel Pinho, chamada Tartaruga Foundation, com sede no Panamá, por parte da Espírito Santo (ES) Enterprises — também ela uma empresa offshore sediada no paraíso fiscal das Ilhas Virgens Britânicas e que costuma ser designada como o ‘saco azul’ do Grupo Espírito Santo .

Estas transferências, segundo um despacho de 11 de abril dos procuradores Carlos Casimiro e Hugo Neto consultado pelo Observador nos autos do caso EDP, terão sido realizadas “por ordem de Ricardo Salgado” ao “aqui arguido, ex-ministro da Economia, Manuel Pinho”. É por uma das offshores em causa ter como nome “Tartaruga Foundation” que a eurodeputada diz que PS “não pode continuar a esconder a cabeça na carapaça da tartaruga”.

Ana Gomes também se referia ao ex-líder do partido José Sócrates, que já tinha visado em termos idênticos em dezembro de 2017 em entrevista ao Observador. A eurodeputada exigia na altura a António Costa que se demarcasse destes comportamentos e que o partido discutisse o que se está a passar: “O PS [deve] demarcar-se claramente desse tipo de comportamentos. A direção do partido, e o partido, no seu conjunto, deve demarcar-se. Tem de haver um momento, e na minha opinião já devia ter havido — mas se calhar vamos ter de esperar que a justiça apure tudo o que há para apurar — para o próprio PS fazer uma introspeção de como é que se deixou tornar instrumento de um indivíduo com um projeto pessoal de poder, mas não só, de enriquecimento pessoal, tão nefasta e tão contrária aquilo que são os ideias e os valores socialistas. Essa é um trabalho de introspeção que o PS tem de fazer.”

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