Porsche

Quer ver o que vale o Mission E? Aqui está ele

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Ex-piloto da Red Bull na F1 e da Porsche no Campeonato do Mundo de Resistência, Mark Webber é um piloto consagrado, a quem a marca alemã permitiu conduzir o Mission E, o primeiro eléctrico da casa.

Ter um piloto, por muito competente que seja (como, aliás, é o caso), a analisar um carro de uma marca para quem trabalha, tem sempre um interesse reduzido por motivos mais do que óbvios. Contudo, a possibilidade de ver um Mission E a rodar, por dentro e por fora, praticamente sem camuflagem, é uma oportunidade difícil de não aproveitar.

A primeira constatação é que o Mission E acomoda sem dificuldade os 1,84 metros de Webber. Depois, os materiais utilizados no interior parecem ser similares aos do Panamera – o Mission E é, na realidade, um Panamera mais amigo do ambiente –, já entrando em linha de conta com o facto de estarmos perante um protótipo, ainda longe das especificações finais das versões definitivas. O que não é de espantar, uma vez que a Porsche sempre foi conhecida por uma qualidade de construção acima da média, sendo este um dos pontos onde poderá bater o Model S da Tesla.

Segunda curiosidade é que, embora não tenha o tradicional motor térmico à frente, como o Panamera, o Mission E ainda apresenta uma frente razoavelmente comprida. Mas menos que o Model S, o que leva a pensar se a marca germânica terá adoptado a mesma solução e previu uma pequena bagageira sob o capot frontal.  Por outro lado, como a habitabilidade nunca foi a preocupação da Porsche – será uma coisa mais para a Audi e VW, dentro do grupo – não parece que o habitáculo possa vir a alojar sete pessoas, como o Model S, nem ofereça uma bagageira particularmente generosa, provavelmente abaixo dos 495 litros do Panamera. O que até faz sentido, pois o Mission E parece ser substancialmente mais curto, longe pois dos mais de cinco metros de comprimento do Panamera e Model S.

As imagens revelam um modelo ágil, mas não tanto quanto o normal na marca, com o próprio piloto a admitir que “este tipo de carros são mais pesados do que o habitual”. É provável que o Mission E fique acima dos 1.800 kg do Panamera mais acessível, mas deverá ficar abaixo dos 2.300 kg do Tesla, até porque parece ser mais curto.

Webber confirma que o Porsche eléctrico terá 600 cv (aparentemente vai existir uma versão de 400 cv e outra de 530 cv), no somatório dos dois motores, um por eixo, o que o deixa atrás do Tesla mais potente (612 cv) – o que é estranho numa marca que sempre viveu de disponibilizar uma potência acima da média. É certo que os responsáveis da marca já afirmaram que o Model S não é o benchmark do Mission E, mas os clientes vão comparar o Porsche eléctrico com o que existe no mercado e o mais parecido, goste a Porsche ou não, é mesmo o Model S. Outro motivo de comparação vai incidir sobre a capacidade de aceleração, com o Porsche eléctrico a reivindicar 3,5 segundos de 0-100 km/h, valor que a Tesla deixa para trás num ápice e até a Jaguar, com o I-Pace, faz melhor.

O que Mark Webber não refere é a vantagem do Mission E, no capítulo do sistema a 800V, quase o dobro da Tesla e a capacidade de carregar a 350 kW, mais do dobro dos 120 kW da marca americana, o que lhe permite recarregar em muito menos tempo.

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