Uma mulher de nacionalidade chinesa que foi raptada num aeroporto de Banguecoque, momentos depois de ali ter aterrado chegada de Hong Kong, foi colocada em liberdade esta segunda-feira após o pagamento de um sequestro de 267 mil euros. A vítima foi encontrada numa beira de estrada, em Bang Na, na zona metropolitana de Banguecoque, para onde foi levada com os olhos vendados.

O sequestro aconteceu a 6 de maio, perante os olhos — e as câmaras de vigilância — de todos os que estiveram naquele momento na zona de chegadas do Aeroporto de Suvarnabhumi, na capital da Tailândia. As imagens de segurança do aeroporto mostram a vítima, identificada como Jincai Chen e como tendo de 39 anos, a ser levada pelo braço por outra mulher e acompanhada de perto por quatro homens. Não há sinais de agressões ou de uso da força.

Ao longo dessas imagens, é visível que Jincai Chen nunca se afasta dos seus sequestradores. Quando é levada à passadeira de recolha de bagagem, a vítima aponta para a sua mala e um dos sequestradores recolhe-a. De seguida, é encaminhada por aquele grupo até uma carrinha, que está parada numa das entradas daquele aeroporto.

O sequestro chegou ao fim 13 dias depois daquele incidente no aeroporto, no dia 19 de maio. Na véspera da sua libertação, o marido da vítima pagou um resgate no valor de 2 milhões de yuan — aproximadamente 267 mil euros. A família acabou por contactar as autoridades já no dia 19 de maio, referindo que os sequestradores estavam a exigir mais dinheiro. Segundo o Bangkok Post, os sequestradores pediram mais 1 milhão de yuan — perto de 134 mil euros.

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Durante o tempo que esteve em cativeiro, Jincai Chen esteve primeiro num hotel e depois numa casa alugada.

Segundo as autoridades tailandesas, entre os cinco sequestradores, quatro têm nacionalidade chinesa e um é da Tailândia. De acordo com o Bangkok Post, há duas mulheres entre os suspeitos — uma é tailandesa e outra é chinesa. Já nenhum estará no país, tendo sido emitido um mandado de captura internacional. Além disso, as autoridades tailandesas suspeitam que cerca de outros dez tailandeses, incluindo um elemento da polícia da autoridade para as fronteiras, estejam envolvidos neste sequestro.