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Professores. PSD fica ao lado do Governo se explicação for “convincente”

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Primeiro, o PSD de Rio queria que o Governo devolvesse todo o tempo de serviço aos professores. Agora, dá passo atrás. Se o Governo tiver uma explicação "convincente", basta um pedido de desculpas.

MIGUEL A. LOPES/LUSA

É um recuo na narrativa do PSD sobre a guerra entre o Governo e os professores. A inversão de marcha começou a ser feita esta manhã no discurso de Fernando Negrão na abertura das jornadas parlamentares do PSD, na Guarda, e prosseguiu ao longo do dia, com o líder parlamentar a especificar cada vez melhor qual era a posição do PSD: afinal, o PSD é ou não é a favor da contagem integral do tempo de serviço, como reclamam os professores, os sindicatos e os partidos da esquerda? A resposta começou por ser sim, agora é “sim, mas”, com Negrão a admitir que o PSD pode votar contra a iniciativa de cidadãos que deu entrada na Assembleia da República sobre o tema.

O PSD aguarda informações do governo, que tem de explicar porque é que prometeu uma coisa e agora vem dizer que não tem dinheiro. Tem de explicar porque é que é uma situação extraordinária. Se a explicação for convincente, isso pode acontecer”, disse o líder parlamentar do PSD aos jornalistas quando questionado sobre se o PSD admitia votar contra a iniciativa legislativa de cidadãos que vai forçar a Assembleia da República a votar a contagem integral do tempo de serviço prestado pelos professores que não foi contabilizado antes de 2018.

Ou seja, para Fernando Negrão, o governo tem de explicar porque é que não há possibilidade orçamental para cumprir a promessa deixada no Orçamento do Estado para 2018 de contabilizar o tempo de serviço dos professores para efeitos de progressão na carreira. E se a explicação for convincente, então deve um pedido de desculpas aos professores. “Depois de explicar, e se for convincente, tem de pedir desculpa aos professores. Se for convincente, então a situação muda“, disse ainda, quando falava aos jornalistas no final de uma visita aos Bombeiros Voluntários da Guarda, no âmbito das jornadas parlamentares do PSD.

Em causa estão nove anos, quatro meses e dois dias de tempo de serviço congelado até este ano, e cuja contabilização o atual Governo diz que “nunca” foi prometida aos sindicatos. Mas não tem sido esse o entendimento do PSD. Em entrevista ao Público e Renascença, o vice-presidente do PSD e responsável pela área da Educação, David Justino, afirmou que “o tempo de carreira dos docentes deve ser respeitado”, e no final de uma reunião da bancada parlamentar na semana passada, o próprio Fernando Negrão reiterava que as promessas eram para ser cumpridas e, como tal, o Governo tinha de cumprir o prometido aos professores.

Três dias depois, o discurso refreou. Fernando Negrão mantém a ideia de que “palavra dada é palavra honrada”, mas acrescenta uma nuance, dando a possibilidade ao governo de abrir uma exceção para as suas promessas.

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