O mês de junho de 2018 foi o segundo mês de junho mais quente na Europa desde que há registos de temperatura (1910) — o mais quente desde 2003 —, divulgou a agência de meteorologia norte-americana (NOAA, National Oceanic and Atmospheric Administration). Em termos globais, o mês passado foi o quinto mês de junho mais quente desde que há registo por este organismo, ou seja, desde 1880.

A média de temperaturas globais no século XX está nos 15,5º Celsius, mas o mês de junho esteve 1,25º C acima disso (em termos globais). Além de ser o quinto mês de junho mais quente em 139 registados pelo NOAA, há 42 meses de junho consecutivos que as temperaturas têm excedido a temperatura média. Para juntar a estes dados, a primeira metade de 2018 foi a quarta mais quente alguma vez registada no planeta.

Portugal, pelo contrário, teve um mês muito mais chuvoso do que o normal (50% mais do que o esperado), referiu o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). Desde o ano 2000, foi o segundo mês mais chuvoso. Já a temperatura do ar foi considerada normal pelo IPMA. A temperatura máxima foi a segunda mais baixa desde o ano 2000 e a temperatura média a quarta mais baixa desde 2000 (depois de 2007, 2013 e 2014). E isto tudo apesar de ter havido uma vaga de calor no Norte e Centro do país entre 15 e 25 de junho.

Recordes de temperatura em junho:

  • A Europa registou as temperaturas mais altas em junho desde 2003
  • O mês passado foi o sexto mais quente na América do Norte desde 1910 e o terceiro com temperaturas mais altas nos Estados Unidos desde 1895
  • África teve o quarto junho mais quente desde 1910
  • No dia 26 de junho, Oman registou a sua temperatura mínima mais alta: 42,6º C
  • Junho de 2018 foi o sétimo mais quente de que há registo na Ásia

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Se junho foi quente, julho não começou da melhor forma, com recordes de temperatura a serem batidos novamente. Ouargla, na Argélia, em pleno deserto do Saara, atingiu os 51,3º C, a mais alta temperatura alguma vez registada em África (o que não quer dizer que o país não tenha tido temperaturas mais altas, só não foram registadas). Kumagaya, perto de Tóquio, bateu os máximos de temperatura alguma vez registados no país e chegou aos 41,1º C. E a Suécia teve de pedir ajuda internacional para ajudar a controlar os incêndios que devastam o país.

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Reino Unido prepara-se para vaga de calor

Tudo aponta para que julho possa vir a bater recordes ou que pelo menos vá manter as temperaturas altas — que não será o caso de Portugal. O Japão vai continuar com a vaga de calor e o Reino Unido prepara-se também para enfrentar uma. A agência de meteorologia britânica (Met Office) recomendou que as pessoas evitem estar ao Sol até sexta-feira porque há grande probabilidade de as temperaturas ultrapassarem os 30º C, noticiou o jornal The Guardian.

Recomendações:

  • Evitar permanecer ao Sol
  • Beber muitos líquidos
  • Manter a casa fresca, com as janelas fechadas e cobertas durante o dia
  • Vigiar as pessoas mais vulneráveis, como crianças e idosos — neste caso, em especial os que vivem sozinhos

Entre 1 de junho e 16 de julho, a média de temperaturas no Reino Unido foi de 20,9º C. Estas temperaturas são muito mais altas do que esperado para esta altura do ano, o que fez com que o Met Office previsse que os meses de verão (junho, julho e agosto) batessem recordes recordes de temperatura. Mesmo que as temperaturas do resto do mês de julho e agosto se mantivessem dentro da média, seria o décimo mês mais quente de que há registo.