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Depois de ter sido ameaçada de ser posta fora do negócio dos transportes em Londres, a Uber está apostada em provar que pode ser um parceiro da capital britânica. Como? Investindo 200 milhões de libras, cerca de 230 milhões de euros, para que os seus condutores troquem os veículos a combustíveis fósseis por eléctricos alimentados por bateria.

A medida, que não se replica em Portugal, visa que dentro de três anos, em 2021, sejam mais de 20.000 os condutores da Uber a recorrer a carros eléctricos, para depois, em 2025, todos eles optarem por veículos locomovidos a energia eléctrica. Isto representa uma mudança radical, uma vez que, à data, a maioria tem optado por veículos a gasolina ou a gasóleo, com ênfase neste último.

E como é que este investimento de 230 milhões de euros, por parte da Uber, se vai processar? Vai acontecer de uma forma ‘criativa’, com a Uber a obrigar os clientes a pagar por este apoio (ou pelo menos por uma parte) para fazer a transição para os carros eléctricos.  A boa notícia é que os condutores de Uber eléctricos que trabalhem 40 horas por semana recebem um adicional de 3.000 libras (cerca de 3.400€) em dois anos, ou 4.500 libras (5.100€) em três anos.

Em compensação, todos os clientes vão ter de pagar mais 11 cêntimos de euro ao quilómetro (uma taxa nova denominada Clean Air Fee), para reunir a verba para os eléctricos, com os condutores da Uber que insistam na queima de derivados de petróleo a ter de pagar 14€ por dia para circular em Londres, a somar aos 13€ da taxa sobre o congestionamento de tráfego. E, como não podia deixar de ser, este imposto vai ser passado ao cliente da Uber.

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