O título é do jornal brasileiro Folha de São Paulo: “FHC votou 13 ou não’ é o novo ‘vestido azul e preto ou branco e dourado'”. A comparação com a dúvida viral a propósito da cor de um vestido, há um meses, será, com certeza, um exagero, mas a verdade é que o momento do voto de Fernando Henrique Cardoso está a ser analisado em detalhe, em vários vídeos replicados nas redes sociais. Nas imagens, o antigo Presidente do Brasil dirige-se à urna de voto, digita o número do candidato que escolheu e abandona a sala. Afinal, votou 13 (Haddad) ou 17 (Bolsonaro)?

A maioria parece não ter dúvidas: o homem que, apesar de ter criticado várias vezes Jair Bolsonaro, recusou sempre declarar o seu apoio formal a Fernando Haddad, parece ter escolhido mesmo o candidato do PT. Pelo movimento da mão no teclado da urna eletrónica, muitos garantem isso mesmo: carregou no 1, depois no 3 e, no fim, no botão para validar a escolha.

A decisão não seria assim tão inesperada — ou polémica –, mas, depois de escolher entre os candidatos ao Palácio do Planos, o antigo Presidente brasileiro também votou nos candidatos a governador de São Paulo. E, nesse caso, a escolha que muitos dizer ver (de novo, pelo movimento da mão) indica que, em vez de apoiar João Dória (que acabaria por ser eleito pelo PSDB), escolheu o número 40, de Mário França, do PSB — ou seja, votou contra o próprio partido.

https://twitter.com/makusa3/status/1056586982745354240

Ainda que, neste ponto, as dúvidas sejam maiores e já haja quem apresente esquemas para mostrar que, afinal, FHC votou mesmo no número 45, o número de Dória.

“Vestido azul e preto ou branco e dourado?” — Nunca ninguém conseguiu chegar a uma resposta definitiva. “13 ou 17, 40 ou 45?” — Dificilmente Fernando Henrique Cardoso ajudará a esclarecer.