Cinema

Aperitivo para os Óscares ou os prémios que importam? Estas são as nossas apostas para os Globos de Ouro

Na madrugada que aí vem, de domingo para segunda, são entregues os Globos de Ouro ao melhor que se fez no cinema e na TV dos EUA no último ano. Quem vai ganhar? Estas são as nossas contas.

Autor
  • André Almeida Santos

Os Globos de Ouro são, de acordo com o protocolo do showbiz, uma espécie de entrada para o prato principal. E o prato principal são os Óscares. Mas os Globos de Ouro também premeiam televisão e é aqui que se dá um bom twist. Os Globos surgem depois das listas de melhores do ano, são menos conservadores do que os Emmys e pendem mais para a associação entre a crítica e os média. São prémios, e como tantos outros prémios, levam-nos até às coisas boas, mas com (um pouco) menos de pressão das obrigações comerciais. Quem pode ganhar, quem pode perder, numa previsão que pode estar 100% certa ou 100% errada. Talvez não 100%, porque há “Roma”, praticamente consensual. Resultados oficiais lá pelas 4 da manhã, mais coisa menos coisa (a cerimónia começa à 01h00).

Melhor Filme — Drama

“Bohemian Rhapsody”
“Se Esta Rua Falasse”
“Assim Nasce Uma Estrela”
“Black Panther”
“BlacKkKlansman: O Infiltrado”

Numa categoria onde há filmes um bocadinho deslocados – pode-se argumentar que o biopic de Freddie Mercury e a apoteose de Lady Gaga deveriam estar na categoria de Musical ou Comédia –, curiosamente os menos politizados, “BlacKkKlansman: O Infiltrado” é um digno merecedor da estatueta. A história verdadeira de um agente afro-americano que se infiltra no KKK na década de 1970 mostrou que Spike Lee ainda tem mão para isto e que refina estas histórias para o contexto do presente como poucos. Humor, consciência social e uma estalada para se acordar de vez e perceber que o que se está a passar à nossa volta não faz qualquer sentido.

Melhor Filme — Musical ou Comédia

“Asiáticos Doidos e Ricos”
“A Favorita”
“Green Book — Um Guia Para a Vida”
“O Regresso de Mary Poppins”
“Vice”

Num ano em que Adam McKay consolidou o seu estatuto de “gajo que veio da comédia” para realizador que afina bem esta coisa de contar histórias, sejam elas baseadas em casos reais ou não, graças a “Succession” (série da HBO que não se estreou por cá), “Vice”, o biopic de Dick Cheney que se estava mesmo a precisar, pode ser o garante de voos maiores que escaparam nos prémios de 2016 com “A Queda de Wall Street”. E tudo começa com os Globos de Ouro, não é assim que dizem?

Melhor Atriz (Cinema) — Drama

Glenn Close (“A Mulher”)
Nicole Kidman (“Destroyer: Ajuste de Contas”)
Melissa McCarthy (“Can You Ever Forgive Me?”)
Rosamund Pike (“Uma Guerra Pessoal”)
Lady Gaga (“Assim Nasce Uma Estrela”)

Lady Gaga já ganhou um Globo de Ouro no passado por causa da sua interpretação em “American Horror Story: Hotel”, por isso já se sabe que a Hollywood Foreign Press Association gosta dela. Há isso e o facto de partir a loiça toda em “Assim Nasce Uma Estrela”.

Melhor Ator (Cinema) — Drama

Bradley Cooper (“Assim Nasce Uma Estrela”)
Willem Dafoe (“A Porta da Eternidade”)
Lucas Hedges (“Boy Erased”)
Rami Malck (“Bohemian Rhapsody”)
John David Washington (“BlacKkKlansman: O Infiltrado”)

Desistiu de uma carreira na NFL para se tornar ator. Deu nas vistas em “Ballers” e no filme de Spike Lee tem finalmente uma palco maior para brilhar. Washington foi feito para aniquilar no caminho entre o drama e a comédia, é aquilo a que se chama de “um natural”. Pode-se dizer que se calhar não precisou de grande esforço para ser Ron Stallworth, OK, mas poucos conseguiriam puxar humor naquele contexto como Washington fez.

Melhor Atriz (Cinema) — Musical ou Comédia

Emily Blunt (“O Regresso de Mary Poppins”)
Olivia Colman (“A Favorita”)
Constance Wu (“Asiáticos Doidos e Ricos”)
Charlize Theron (“Tully”)
Elsie Fisher (“Eighth Grade”)

Numa categoria onde as atrizes e filmes selecionados funcionam como um combo perfeito, pelas mais variadas razões, é de assumir que papéis formatados a um bom argumento não vençam – como Theron – e que talvez não haja muitas surpresas aqui: Olivia Colman parece ser a favorita de muitos críticos. Mas vale a pena assumir o risco e meter uma aposta em Elsie Fisher, pela forma como deu vida – e encantou — a uma adolescente introvertida na estreia na realização de Bo Burnham.

Melhor Ator (Cinema) — Musical ou Comédia

Christian Bale (“Vice”)
Lin-Manuel Miranda (“O Regresso de Mary Poppins”)
Viggo Mortensen (“Green Book – Uma Guia Para a Vida”)
John C. Reilly (“Bucha & Estica”)
Robert Redford (“O Cavalheiro com Arma”)

Premiar um cavalheiro com um ato de cavalheirismo, entregar a estatueta a Redford pelo último papel da sua carreira: que ainda por cima é ótimo. O coração parece não bater mais forte e as casas de apostas apontam para uma vitória de Christian Bale. Uma sugestão que também é uma proposta irrecusável, ver Cheney a ganhar um Globo de Ouro. Mesmo que seja um falso Cheney.

Melhor Atriz Secundária (Cinema)

Amy Adams, (“Vice”)
Rachel Weisz (“A Favorita”)
Emma Stone (“A Favorita”)
Claire Foy (“O Primeiro Homem na Lua”)
Regina King (“Se Esta Rua Falasse”)

Regina tem ganho algumas prémios junto da crítica pelo seu papel em “Se Esta Rua Falasse”, por isso é de esperar que o troféu seja seu, já a adivinhar também uma nomeação para os Óscares.

Melhor Ator Secundário (Cinema)

Mahershala Ali (“Green Book – Uma Guia Para a Vida”)
Adam Driver (“BlacKkKlansman: O Infiltrado”)
Richard E. Grant (Can You Ever Forgive Me?”)
Sam Rockwell (“Vice”)
Timothée Chalamet (“Beautiful Boy”)

Falhou o Óscar de Melhor Ator por “Chama-me Pelo Teu Nome” e dificilmente a aposta em “Beautiful Boy” o levará a voos mais altos do que um Globo de Ouro. Contudo, o seu papel de adolescente/jovem adulto viciado em drogas, inspirado na história real entre um pai e filho, David e Nic Sheff, tem o que é necessário para ser reconhecido numa cerimónia como esta.

Melhor Realizador (Cinema)

Bradley Cooper (“Assim Nasce Uma Estrela”)
Peter Farrelly (“Green Book – Um Guia Para Uma Vida”)
Adam McKay (“Vice”)
Alfonso Cuarón (“Roma”)
Spike Lee (“BlacKkKlansman: O Infiltrado”)

Aposta de loucos, mas é para isso que há opiniões. Se houver dinheiro envolvido, a aposta vai para Alfonso Cuarón e o seu “Roma”, mas vale a pena reforçar o quão bom é o filme de Spike Lee e o quão especial é tê-lo de regresso à boa forma. É um pouco como quando Michael Jordan regressou à NBA.

Melhor Argumento (Cinema)

Alfonso Cuarón (“Roma”)
Deborah Davis & Tony McNamara (“A Favorita”)
Barry Jenkins (“Se Esta Rua Falasse”)
Adam McKay (“Vice”)
Nick Vallelonga, Brian Currie & Peter Farrelly (“Green Book – Uma Guia Para a Vida”)

Apesar de ainda não ter sido referido até ao momento, “Green Book” é um dos principais favoritos para certas categorias (como interpretação). Por isso, por aqui vai fazer-se aquela coisa muito típica de atribuir um prémio de consolação para desculpar não ter ganho nenhum dos outros. Não é nada contra ti, “Green Book”, até porque és um dos favoritos de alguns críticos para ganhar esta categoria.

Melhor Filme de Animação

“Ilha dos Cães”
“Mirai”
“Ralph Vs. Internet”
“Os Incríveis 2”
“Homem-Aranha: No Universo Aranha”

“Os Incríveis 2”, um clássico da Pixar. Muito complicado renegar “Os Incríveis 2” para segundo plano quando de facto é muito, muito bom. Mas “Homem-Aranha” está fresco na memória e, bolas, é uma versão do caraças do aranhiço animado.

Melhor Filme — Língua Estrangeira

“Cafarnaum”
“Girl: O Sonho de Lara”
“Nunca Deixes de Olhar: A Arte Não Tem Identidade”
“Shoplifters: Uma Família de Pequenos Ladrões”
“Roma”

Aqui não vale mesmo a pena ser esquisito. “Roma” ganha, “Girl: O Sonho de Lara” teria algumas hipóteses, mas quem deveria mesmo ganhar era “Shoplifters”. Mas não vale ser esquisito aqui. “Roma”, “Roma”, “Roma”.

Melhor Banda-Sonora Original (Cinema)

Alexander Desplat (“Ilha dos Cães”)
Ludwig Göransson (“Black Panther”)
Justin Hurwitz (“O Primeiro Homem na Lua”)
Marc Shaiman (“O Regresso de Mary Poppins”)
Marco Beltrami (“Um Lugar Silencioso”)

Num filme onde o silêncio tem tanta importância, a banda-sonora acaba por determinar muito da ambiência que se quer criar. “Um Lugar Silencioso” conquista nesses detalhes.

Melhor Canção Original (Cinema)

“All The Stars” (“Black Panther”)
“Girl In The Movies” (“Dumplin’”)
“Requiem For A Private War” (“Uma Guerra Pessoal”)
“Revelation” (“Boy Erased”)
“Shallow” (“Assim Nasce Uma Estrela”)

É um pouco como “Roma” ali em cima. Há dúvidas que Lady Gaga vai levar isto para casa?

Melhor Série de Televisão – Drama

“Bodyguard”
“Homecoming”
“Killing Eve”
“Pose”
“The Americans”

Numa categoria dominada por thrillers de qualidade, fica tramado de escolher. Embora “Killing Eve” tenha tido uma grande aceitação crítica, a consistência e qualidade de “The Americans” ao longo de várias temporadas tem de ser premiada, principalmente quando falhou o Globo de Ouro no ano passado e está a precisar de começar a ganhar mais daqueles prémios carreira.

Melhor Série de Televisão — Musical ou Comédia

“Barry”
“The Good Place”
“Kidding”
“O Método Kominsky”
“The Marvelous Mrs. Maisel”

“Kidding” é muito bom, “Barry” é sobrevalorizadíssimo, “O Método Kominsky” foi uma boa surpresa e “The Good Place” é das melhores comédias que por aí andam. Mas “The Marvelous Mrs. Maisel” é uma maravilha e uma das poucas – mesmo poucas – razões que existem para subscrever o Prime Video da Amazon.

Melhor Mini-série ou Filme Para Televisão

“The Alienist”
“The American Crime Story: O Assassinato de Gianni Versace”
“Sharp Objects”
“A Very English Scandal”
“Escape At Dannemora”

Secção tramada. “Sharp Objects” merecia, mas se calhar o prémio fica melhor entregue a Amy Adams pela sua interpretação. “O Assassinato de Gianni Versace” é uma escolha óbvia – e provavelmente vai ganhar – mas “Escape At Dannemora” é um trabalho de artesão inesperado de Ben Stiller. Sete meticulosos episódios que provocaram algumas das melhores relações amor-ódio em 2018.

Melhor Atriz (Série de Televisão) — Drama

Caitriona Balfe (“Outlander”)
Elisabeth Moss (“The Handmaid’s Tale”)
Julia Roberts (“Homecoming”)
Keri Russell (“The Americans”)
Sandra Oh (“Killing Eve”)

Como não ganha em Melhor Série, ganha em Melhor Atriz. Tudo menos um prémio de consolação, Sandra Oh é uma das virtudes de “Killing Eve”. Deve ser reconhecido e um prémio pode ser que dê aquele impulso para a série se estrear em Portugal.

Melhor Ator (Série de Televisão) – Drama

Jason Bateman (“Ozark”)
Stephan James (“Homecoming”)
Billy Porter (“Pose”)
Matthew Rhys (“The Americans”)
Richard Madden (“Bodyguard”)

Os suores frios de Richard Madden no papel de um ex-militar, agora segurança privado, que sofre de stress pós-traumático, criam uma empatia imediata com o espectador. Em constante alerta, Madden moldou bem uma personagem que consegue ter tomates de aço e de estar sempre à beira de um esgotamento. Tudo com cara de gajo duro misturado com a fraqueza de um bebé.

Melhor Atriz (Série de Televisão) — Musical ou Comédia

Kristen Bell (“The Good Place”)
Candice Bergen (“Murphy Brown”)
Alison Brie (“GLOW”)
Debra Messing (“Will & Grace”)
Rachel Brosnahan (“The Marvelous Mrs. Maisel”)

Kristen Bell merecia numa espécie de prémio a longo-prazo pela maravilha que é “The Good Place”, Alison Brie é um requinte – quando é que não é? – em “GLOW”. Elas de certeza perceberão as vénias que têm de ser feitas a Rachel Brosnahan e à sua Miriam Maisel.

Melhor Ator (Série de Televisão) — Musical ou Comédia

Jim Carrey (“Kidding”)
Michael Douglas (“O Método Kominsky”)
Bill Hader (“Barry”)
Sacha Baron Cohen (“Who is America?”)
Donald Glover (“Atlanta”)

Nunca deixará de ser surpreendente a forma como Sasha Baron Cohen consegue enganar as pessoas que engana. Ainda para mais quando é um truque antigo, levado a extremos que até foram novidade para o próprio. Enquanto o fez, também conseguiu um programa divertido, oportuno e eficaz. Donald Glover nem seria a primeira escolha para o elenco de “Atlanta” (puxe-se Lakeith Stanfield e o seu Darius para uma categoria principal, por favor), mas é a forma da sua criação ser reconhecida. A segunda temporada de “Atlanta” é melhor que tudo o resto que foi feito para televisão em 2018. E continuaria a sê-lo mesmo que a última de “Guerra dos Tronos” se tivesse estreado.

Melhor Atriz (Mini-série ou Filme Para Televisão)

Patricia Arquette (“Escape At Dannemora”)
Connie Britton (“Dirty John”)
Laura Dern (“The Tale”)
Regina King (“Seven Seconds”)
Amy Adams (“Sharp Objects”)

A transformação de Patricia Arquette em monstro em “Escape At Dannemora” é uma relíquia. A colocação da sua voz é um monumento da interpretação. Regina King já vai ganhar um Globo por “Se Esta Rua Falasse”. Sobra para Amy Adams? Não, Amy Adams é “Sharp Objects”, foi da melhor televisão em 2018 e 99% disso é mérito de Amy. Papelaço.

Melhor Ator (Mini-série ou Filme para Televisão)

Antonio Banderas (“Genius: Picasso”)
Daniel Brühl (“The Alienist”)
Darren Criss (“The American Crime Story: O Assassinato de Gianni Versace”)
Hugh Grant (“A Very English Scandal”)
Benedict Cumberbatch (“Patrick Melrose”)

Uma história de abuso que simultaneamente mostra a decadência de uma certa aristocracia, “Patrick Melrose” fez muito bem o trabalho de encaixar em cinco episódios os romances de Edward St Aubyn. Cumberbatch foi o tipo ideal para agarrar o espectador à violência desta mini-série.

Melhor Atriz Secundária (Séries, Mini-séries ou Filme para Televisão)

Alex Borstein (“The Marvelous Mrs. Maisel”)
Patricia Clarkson (“Sharp Objects”)
Thandie Newton (“Westworld”)
Yvonne Strahovki (“The Handmaid’s Tale”)
Penélope Cruz (“The American Crime Story: O Assassinato de Gianni Versace”)

Numa categoria que serve para lembrar que existiu uma segunda temporada de “Westworld” (enfim, um daqueles tropeções da HBO), Penélope Cruz sai claramente destacada como Donatella Versace na história em volta do assassinato do seu irmão. Patricia Clarkson também não seria mal pensado, mas Versace tem de ganhar qualquer coisa.

Melhor Ator Secundário (Séries, Mini-séries ou Filme para Televisão)

Alan Arkin (“O Método Kominsky”)
Keiran Culkin (“Succession”)
Edgar Ramírez (“The American Crime Story: O Assassinato de Gianni Versace”)
Ben Wishaw (“A Very English Scandal”)
Henry Winkler (“Barry”)

Sim, “Barry” é sobrevalorizado mas isso não quer dizer que seja mau. Henry Winkler é um alívio no tédio constante de “Barry” e enriquece o lado mais palhacito da série da melhor forma possível. É pena que o resto não corresponda.

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PCP

Patrão santo, funcionário posto fora da loja /premium

José Diogo Quintela
566

Estou chocado. Nunca pensei que o PCP não cumprisse a lei laboral. Mas o PCP está ainda mais chocado: nunca pensou ser obrigado a cumprir a lei laboral. É que escrevê-la é uma coisa, obedecê-la outra.

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