Ensino Superior

Alunos da área de saúde têm melhores notas a Português do que os da Educação

380

Os alunos que vão para os cursos da área da Saúde têm uma melhor classificação média no exame nacional de Português do 12.º ano relativamente aos que seguem a área da Educação.

Os alunos com melhores médias no exame de Português vêm de escolas secundárias situadas nos distritos de Viseu, Viana do Castelo e Santarém

PAULO NOVAIS/LUSA

Os alunos que optam por seguir a área da Educação quando chegam ao ensino superior estão entre os que têm pior desempenho a Português, segundo indica um estudo da Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC), avançado pelo Público, esta quinta-feira.

No ano letivo 2016/2017, os alunos que ingressaram em cursos de Educação, e que esperam eventualmente vir a ser professores um dia, tiveram uma classificação média de 10,2 valores no exame nacional de Português, contra aqueles que ingressaram em cursos da área da Saúde, como Medicina, cuja classificação média a Português se situou nos 12,4. Em último, ficaram os alunos que seguiram para cursos na área de Serviços.

Nas palavras da presidente da Associação de Professores de Português (APP), Filomena Viegas, esta não é nenhuma surpresa: “Esta era já uma leitura intuitiva que se fazia a partir das notas mínimas exigidas para determinados cursos e universidades”, na medida em que, se um aluno quiser ingressar no curso de Medicina, têm de obter resultados superiores em todas as disciplinas de forma a que a sua média seja igual ou superior à pedida, como explica a responsável, e não baixe por causa de apenas uma disciplina.

Além disso, a média de acesso a Medicina está à volta dos 18 valores, enquanto a dos cursos de Educação está nos 12 valores, sendo o exame de Português obrigatório para todos os alunos.

O estudo conclui também que as melhores classificações médias a Português correspondem aos cursos de Ciências e Tecnologias (12,2) e de Ciências Socioeconómicas (11,8) e não ao curso de Línguas e Humanidades do ensino secundário (11,1).

Outra conclusão que se pode tirar é relativa à tendência das raparigas em obter melhores resultados relativamente aos rapazes, cujas médias são de 11,7 e 11,1, respetivamente. Quanto à sua distribuição no território nacional, os alunos com melhores médias no exame de Português vêm de escolas secundárias situadas nos distritos de Viseu, Viana do Castelo e Santarém, sendo que os piores vêm de Castelo Branco, Faro e Açores.

Agora que entramos em 2019...

...é bom ter presente o importante que este ano pode ser. E quando vivemos tempos novos e confusos sentimos mais a importância de uma informação que marca a diferença – uma diferença que o Observador tem vindo a fazer há quase cinco anos. Maio de 2014 foi ainda ontem, mas já parece imenso tempo, como todos os dias nos fazem sentir todos os que já são parte da nossa imensa comunidade de leitores. Não fazemos jornalismo para sermos apenas mais um órgão de informação. Não valeria a pena. Fazemos para informar com sentido crítico, relatar mas também explicar, ser útil mas também ser incómodo, ser os primeiros a noticiar mas sobretudo ser os mais exigentes a escrutinar todos os poderes, sem excepção e sem medo. Este jornalismo só é sustentável se contarmos com o apoio dos nossos leitores, pois tem um preço, que é também o preço da liberdade – a sua liberdade de se informar de forma plural e de poder pensar pela sua cabeça.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Ensino Superior

Propinas: para que te quero? /premium

Manuel Villaverde Cabral

Segundo a OCDE um licenciado ganha, em média, 69% acima de um diplomado do ensino secundário e fica menos tempo desempregado. Será justo que os impostos de pobres e ricos paguem o custo das propinas?

Ensino Superior

Das propinas e da ausência delas

João Pires da Cruz
177

Faz todo o sentido acabar com as propinas e acabar com a situação em que a educação superior é educação para os filhos dos ricos. Que são dois problemas de gestão e, como tal, possíveis de resolver. 

Ensino Superior

A fraude da eliminação das propinas

André Azevedo Alves
893

Aos 18 anos os jovens poderiam votar, mas estariam ao mesmo tempo sujeitos à frequência compulsiva de um “ciclo geral universitário” para receberem a adequada doutrinação socialista.

IAVE

Errare humanum est… exceto para o IAVE!

Luís Filipe Santos

É grave tal atitude e incompreensível este silêncio do IAVE. Efetivamente, o que sempre se escreveu nos anos anteriores neste contexto foi o que consta na Informação-Prova de História A para 2018.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)