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EMEL admite vir a ter competências de fiscalização de estacionamento de trotinetes

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O presidente da EMEL admitiu que a empresa participe da solução sobre o eventual estacionamento indevido de trotinetes, já que tem competências de fiscalização de estacionamento.

José Sena Goulão/LUSA

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  • Agência Lusa
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O presidente da Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL) admitiu esta sexta-feira que a empresa participe da solução sobre o eventual estacionamento indevido de trotinetes, já que tem competências de fiscalização de estacionamento. “Enquanto empresa municipal de estacionamento, no que diz respeito ao estacionamento desses veículos, ou de outros, poderemos e estaremos sempre à disponibilidade do município para sermos solução”, disse o presidente da EMEL, Luís Natal Marques.

Natal Marques falava na comissão de Transportes, Mobilidade e Segurança da Assembleia Municipal de Lisboa (AML), em resposta a uma pergunta do deputado municipal do PAN Miguel Santos.

Desde o início do mês que a Câmara de Lisboa exigiu às operadoras de trotinetes da capital que o Bairro Alto e a Colina de Alfama fossem consideradas “zonas vermelhas”, nas quais passou a ser impossível abandonar os veículos.

O município admitiu, no futuro, obrigar os utilizadores de trotinetes a colocá-las num sítio designado, numa altura em que a rede daqueles veículos tenha uma densidade mais elevada que permita operacionalizar esta medida, segundo informou à Lusa fonte do gabinete de Miguel Gaspar, vereador da Mobilidade na Câmara de Lisboa, no início do mês.

Hoje, na audição da administração da EMEL na comissão de Mobilidade da AML, o presidente da Junta de Freguesia do Beato, Silvino Correia, exigiu a instalação de estacões de bicicletas de uso partilhado Gira e também a construção de ciclovias, sublinhando que “o Beato foi, desde a primeira hora, um contribuinte para esta ideia”.

“Ficámos muito desagradados quando percebemos que se instalaram estações em todo o lado e o Beato ficou de fora”, afirmou perante a administração da EMEL, que estava convocada para falar sobre os novos estatutos, que alargam os seus poderes para contratar obras e gerir a rede de semáforos da cidade, mas acabou por ser questionada sobre outros assuntos.

O vogal do conselho de administração da EMEL Jorge de Oliveira respondeu que, apesar de a freguesia não estar contemplada nos 40 quilómetros de ciclovias previstos para 2019, “seguramente quando o ‘hub’ criativo do Beato abrir” terá uma estação Gira.

“A nossa intervenção mais global na freguesia do Beato não deixará de contemplar ciclovias e estações Gira. Seguramente que no ano que vem encontraremos forma de fazer as ciclovias que o Beato considerar necessário”, declarou.

A EMEL prevê construir 40 quilómetros de ciclovias em 2019, num investimento total de 3 milhões e 298 mil euros.

Em causa está a criação da rede ciclável Avenidas Novas – Arroios (100 mil euros), a rede ciclável Oriental (180 mil euros), o eixo ciclável entre Alvalade e a avenida Gago Coutinho (200 mil euros), o eixo ciclável entre a avenida dos Combatentes e a Lima Basto (350 mil euros), a rede ciclável do Parque das Nações (400 mil euros), a rede ciclável complementar Alvalade – Areeiro (850 mil euros), o eixo Manuel da Maia – Afonso Costa (1 milhão de euros) e projetos de rede ciclável avaliados em 218 mil euros.

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