FC Porto

A época mais goleadora de Pepe e a memória do “mestre Pedroto” para o caso Militão

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Sérgio Conceição não fugiu à ausência de Éder Militão e recorreu a José Maria Pedroto para garantir que "há regras, rigor e disciplina". Pepe leva a época mais goleadora da carreira.

LUSA

O FC Porto foi a Tondela vencer por 0-3, com golos de Pepe, Óliver Torres e ainda Héctor Herrera, e não só regressou às vitórias fora de casa (depois de empates com o V. Guimarães e o Moreirense e a derrota no Olímpico de Roma) como garantiu a liderança do Campeonato na receção ao Benfica no próximo sábado, num jogo que está a ser interpretado como decisivo para as contas do título.

Óliver Torres, o melhor dos dragões no jogo desta sexta-feira, apontou um grande golo com um remate de primeira de fora de área e voltou a marcar quase dois anos depois: o espanhol não conseguia marcar desde março de 2017, altura em que assinou um golo contra o Nacional, no Dragão. Na flash interview, Óliver assumiu que tinha “muitas saudades de fazer golos”. “Tive várias ocasiões e hoje fiz um golo bonito. Muitas vezes dizem-me para arriscar mais. Fico contente por mim, mas também pela equipa porque deu mais tranquilidade ao grupo”, acrescentou o médio, que considerou ainda que o FC Porto fez um “jogo consistente”.

E se Óliver voltou a marcar um ano e dez meses depois, Pepe marcou o sexto golo da temporada (apontou cinco ao serviço do Besiktas) e leva já o melhor registo goleador da carreira. O internacional português assinou o nono golo com a camisola do FC Porto e a última vez que tinha marcado pelos dragões tinha sido em abril de 2007, no Estádio da Luz, contra o Benfica.

Nas declarações no final do jogo, Sérgio Conceição — que conseguiu o melhor resultado de sempre do FC Porto em Tondela — explicou que a “base do sucesso” foi a “organização defensiva” e considerou que os jogadores “fizeram um jogo fantástico em todos os momentos”. “Foi um jogo dentro da adversidade de ter muita gente de fora, mas todos estão presentes. A vitória é do grupo de trabalho. Temos uma capacidade muito forte para jogar por dentro. Através do bom sentido posicional dos médios podíamos dar largura através dos laterais, criámos muitas situações. Interpretaram na perfeição a estratégia para o jogo, um FC Porto de futebol mais apoiado, mais capacidade técnica na importância da mobilidade”, explicou o técnico dos dragões.

Sobre Brahimi, que saiu lesionado do jogo em Roma para a Liga dos Campeões e começou a partida no banco do suplentes, tendo entrado já na segunda parte, Sérgio Conceição reconheceu que o argelino “não está a 100%” mas garantiu que “não sentiu dores num pequeno teste antes do jogo”. Já sobre Éder Militão, que ficou de fora da convocatória após ser apanhado numa discoteca na madrugada de quinta para sexta-feira, o treinador do FC Porto lembrou o “mestre Pedroto”. “Parafraseando o nosso mestre Pedroto, os problemas não se resolvem porque nem chegam a existir. Como vejo muita coisa de grandes treinadores e ele era uma das referências, tinha estas saídas engraçadas. Aqui não há Militões, Conceições…há o FC Porto. Há rigor, disciplina, regras, os jogadores sabem disso, é um assunto interno mas não chega a ser assunto. Resolvemos como temos resolvido outros”, revelou o treinador, garantindo ainda que o central brasileiro marcará presença no treino deste sábado e estará disponível para o jogo de terça-feira, contra o Sp. Braga, a contar para a primeira mão da meia-final da Taça de Portugal.

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