Engelberg é uma comuna suíça onde se podem encontrar algumas das mais paradisíacas estâncias de ski do país. Para se sentir em casa, a japonesa Mitsubishi baptizou de Engelberg Tourer um protótipo que apresentou no certame helvético, que tem tudo para ser o substituto do actual Outlander, apesar da marca se ter recusado a aceitar a ligação.

Esteticamente, o protótipo visa testar a reacção do público a um design mais ousado para um potencial substituto do PHEV (plug-in hybrid) mais vendido do mercado europeu, o Outlander PHEV. Mais curto – mas nada impede que surja uma versão mais generosa na distância entre eixos e, por tabela, no comprimento total –, o Engelberg Tourer estreia uma nova linguagem estilística, mais moderna e plena de personalidade.

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Além da estética, a marca japonesa da Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi estreia a nova geração de motorizações PHEV, com um 2,4 litros a gasolina devidamente apoiado por dois motores eléctricos, um deles destinado a garantir a tracção às quatro rodas e a locomoção em modo 100% eléctrico. De caminho, a Mitsubishi garante igualmente que o SUV em causa é capaz de assegurar um controlo de estabilidade que inclui o controlo do Active Yaw Control, ou seja, a rotação, numa tentativa que, mesmo nas condições mais escorregadias e perigosas, não comece aos piões.

Com uma capacidade de circular em modo eléctrico 70 km, valor que aumenta para 698 km com recurso ao depósito que alimenta o motor a gasolina, o Engelberg Tourer alimenta os motores eléctricos através de uma bateria, que deverá ser maior do que a actual (com uma capacidade de 13,8 kWh).

Paralelamente, a marca nipónica apresentou o Dendo Drive House, um sistema que parece ter sido decalcado da Nissan – vantagens de integrar um grupo como a Aliança –, uma solução inteligente e em breve obrigatória (esperamos nós) para integrar os veículos eléctricos e lidar com o previsível incremento dos preços da energia, para satisfazer as necessidades da casa.

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Num futuro próximo, os carros vão ser cada vez mais eléctricos e a electricidade vai ser cada vez mais cara. Antecipando estas duas realidades, que seriamente ninguém disputa, há que lidar com a situação. A melhor solução – hoje – passa por montar nas casas (mais fácil) e prédios um sistema de geração de energia através de células fotovoltaicas, que permitam durante o dia produzir energia e armazená-la numa bateria estacionária. Como a Tesla já propõe há muito tempo, a Nissan há menos e a Mitsubishi agora.

O objectivo é a habitação recorrer à energia assim gerada para satisfazer as necessidades residenciais, para depois se alimentar da rede nacional durante o período da noite, quando a electricidade é mais barata por ser excedentária.