Brexit

Cuecas, queijos e carros: os produtos que vão aumentar de preço num Brexit sem acordo

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O Governo de Theresa May publicou uma lista de produtos que podem ser sujeitos a tarifas de importação no caso de um Brexit sem acordo com Bruxelas. Os aumentos vão da cozinha aos carros.

Os maiores aumentos aconteceriam na alimentação, com destaque para os queijos e para a carne importada da UE

Ian Waldie/Getty Images

O Governo do Reino Unido já se está a preparar para a cada vez mais crescente possibilidade de o Brexit ser consumado sem um acordo com a União Europeia, levando desta forma a uma saída em litígio. E uma das formas que encontrou para preparar esta situação foi o estabelecimento preventivo das tarifas a aplicar a vários produtos provenientes da União Europeia caso esse cenário se confirme.

A lista é extensa e detalhada, variando conforme o tipo de produto e a sua proveniência. Aqui, a única margem é mesmo para aumentar, já que até agora, por estar dentro da União Europeia, o Reino Unido não pagava qualquer tipo de tarifa para importar produtos de outros Estados-membros.

Queijos como o francês Gruyère vão subir 19,1 pontos percentuais (FABRICE COFFRINI/AFP/Getty Images)

Um dos produtos que contará com um maior aumento é o queijo. No caso dos queijos ralados ou em pó, a tarifa será de 24,9 euros a cada 100 quilos — ou seja, o aumento estará na ordem dos 24,9 pontos percentuais, de acordo com as previsões do governo britânico. No caso dos queijos processados com mais de 36% de matéria gorda, a tarifa sobe para os 28,4%. Mais baixa será a taxa para queijo Emmental, Gruyère, Appenzell ou Schabziger, que passará dos 0% para os 19,1%.

Ainda nos laticínios, também a manteiga importada da UE vai ter tarifas consideráveis, entre 60,5 a 73,8 euros por cada 100 quilos. Quanto mais gorda for a manteiga, maior será a tarifa aplicada.

As carnes de bovino e de peru são as que mais aumentam (Jeff J Mitchell/Getty Images)

Também na carne os preços vão subir em flecha. As carcaças, metades de carcaça ou partes de bovino frescas ou refrigeradas terão um preço de entrada de 6,8 euros, aos quais acrescem depois 93,3 euros por cada 100 quilos de carne. No caso da carne de frango e restantes galináceos, os preços vão variar — se tiver cabeça e pés, custará 15,8€ a cada 100 quilos; se não tiver essas partes, será taxada a 18 euros por cada 100 quilos. O peru será ainda mais caro, com aumentos que vão dos 20,5 aos 51,4 euros por cada 100 quilos. No caso da carne de porco, a oscilação é grande: dos 2 pontos percentuais acrescentados à entremeada, aos 20,6 pontos percentuais em partes como lombinho.

Os aumentos também vão chegar ao arroz. O arroz fragmentado, vulgarmente chamado de trinca de arroz, será taxado a 65 euros a cada 1000 quilos importados. Os restantes arrozes, independentemente das suas variedades, passarão a ter um aumento de 145 euros por cada 1000 quilos — ou seja, sobem 14,5 pontos percentuais.

Aos agricultores, convirá também saber que os fertilizantes importados da UE serão taxados, na sua grande maioria, a 6,5%

A maior parte dos carros passará a ser taxado a 10%, mas a taxa sobe ainda mais para carros a diesel

No caso dos carros, a maioria passará a ser taxada a 10% — sendo que os carros a gasóleo com uma cilindrada acima dos 2500 centímetros cúbicos disparam para 16%. As motas aumentam entre 6 e 8 pontos percentuais. As bicicletas, triciclos ou quadriciclos elétricos também sobem na ordem dos 6 pontos percentuais.

A maior parte da roupa passa a custar mais 12 pontos percentuais (Matt Cardy/Getty Images)

No caso da roupa, os preços variam consoante o tipo de peça e também a sua composição — mas a maioria será mesmo taxada a 12%, como passaria a ser o caso de blazers para homem e rapaz; calças para homens ou mulheres. Também as cuecas, sejam para homem ou mulher, seja feitas com materiais sintéticos ou naturais, passariam a ser taxadas a 12%. No caso dos produtos de camurça, as tarifas serão mais contidas, ficando-se pelos 2,5%. Também as luvas estarão abaixo da média, com tarifas que vão dos 7 aos 9%.

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