A ADSE está a definir critérios para penalizar os privados com “más práticas”, quando estes pedirem um alargamento dos acordos existentes ou a atribuição de novas convenções. O assunto tem sido discutido nas últimas semanas e regressa esta sexta-feira ao Conselho Geral e de Supervisão (CGS), noticia o Jornal de Negócios. 

De acordo com a proposta a que o Negócios teve acesso, caso se verifique a existência de privados com más práticas de faturação à ADSE, esta última “pondera negativamente na decisão final” o alargamento das convenções das entidades que já têm acordo com a ADSE.

Entre as práticas identificadas pela ADSE estão: o favorecimento dos “beneficiários de seguros ou particulares” em detrimento dos beneficiários da ADSE; a faturação de atos não realizados; a “utilização do acordo com a ADSE para criar uma carteira de clientes e posteriormente retirar os médicos da convenção” ou a prática de “fazer o beneficiário assinar um documento” que permite ao hospital pedir o reembolso em regime livre à ADSE.

Estas informações fazem parte de um documento datado de fevereiro e, segundo o Negócios, as negociações ainda não estão terminadas. Na proposta não constam apenas os critérios a definir, mas também alguns problemas que a ADSE tem com alguns prestadores de serviços, por exemplo, que “de uma forma geral”, a entidade não tem celebrado novas convenções nos últimos anos, contrariando as queixas das excessivas dependências dos grandes grupos, aponta o jornal.

Sobre a possibilidade de novas convenções, um dos critérios a ter em conta será o preço.  Haverá, deste modo, uma “ponderação positiva a prestadores que assegurem a prestação de serviços de qualidade mas a preço mais económico”.

Esta semana, a José de Mello Saúde, um dos principais grupos de saúde privados, decidiu retomar o acordo com a ADSE, depois de o ter suspendido a 11 de fevereiro.