A Porsche prepara-se para lançar ainda este ano o Taycan, o seu primeiro modelo eléctrico, que é baseado na plataforma J1, a primeira versão da plataforma PPE (Premium Platform Electric) que tem dado ‘água pela barba’ aos técnicos da marca, por ser inferior à do Model 3, segundo o CEO da Audi.

O Taycan anuncia uma série de características positivas, a começar pela estética, de que ainda só se conhece o protótipo, mas tudo indica que será atraente. Para além disso, reivindica 250 km/h e 0-100 km/h em 3,5 segundos, valores que ficam abaixo dos anunciados pelos Model S e Model X da Tesla, o primeiro dos quais ultrapassa esta fasquia ao fim de apenas 2,5 segundos.

Mas como se isto não bastasse, e para “passar do insulto à injúria”, a Tesla decidiu agora apimentar a potência do seu modelo mais barato, o Model 3, veículo que começa nos 35.000 dólares nos EUA e cerca de 41.000€ em Portugal. Na versão Performance, o Model 3 é proposto entre nós por 68 mil euros, muito longe pois do preço do Taycan que, ao que parece, será comercializado no mercado português por um valor entre os 95 e os 110 mil euros.

Segundo o recente anúncio da Tesla, os Model 3 vão ver a sua potência aumentada em 5%, o que vai permitir que todas as versões se tornem mais velozes e rápidas. O 3 Performance, que ganha cerca de 23 cv, vai ver a sua velocidade máxima aumentar, passando dos actuais 250 km/h, para uns ainda mais expressivos 260 km/h. Isto coloca o Taycan num aperto, pois é muito mais caro e não só passa a ser menos veloz, como é provável que perca igualmente em rapidez de aceleração, uma vez que antes do incremento de potência (que será realizado over-the-air), o Model 3 Performance já igualava o Porsche com 3,5 segundos de 0-100 km/h.

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Fábrica chinesa já tem foto

Depois de conseguir ser o primeiro fabricante a ser dono a 100% da sua fábrica na China, evitando assim as parcerias a 50% que obrigam à partilha da tecnologia com os fabricantes locais, ou seja, o Estado chinês, a Tesla revelou a maqueta daquela que será a sua primeira fábrica fora dos EUA.

Num terreno com 850.000 m2, a Gigafactory 3 vai produzir baterias e veículos. As primeiras em colaboração com a CATL – nos EUA, a Tesla tem uma parceria com os japoneses da Panasonic –, com os segundos a serem os Model 3 e Model Y, construídos sobre a mesma plataforma.

O que impressiona é que está previsto produzir na China, nos arredores de Xangai, o mesmo número de veículos fabricados em Fremont e a mesma quantidade de baterias produzidas na Gigafactory, respectivamente 500.000 unidades (entre Model 3 e Y) e 105 GWh de células para baterias e os respectivos packs, quando for atingida a velocidade máxima. Isto significa que, com as instalações chinesas, a Tesla salta de um construtor de 600.000 veículos por ano (500 mil Model 3 e 100 mil Model S e X), para um fabricante de 1.100.000 unidades, o que a colocará num outro patamar em termos de rentabilidade.