Fact Check

Observador em plataforma para combater fake news nas eleições europeias

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O Observador faz parte de plataforma com 19 órgãos de comunicação, que incluem a AFP, o Libération, a Pagella Politica ou o Maldito Bulo, que vai analisar as notícias falsas nas eleições europeias.

O site foi lançado esta segunda-feira, 18 de março

O Observador faz parte de uma rede europeia de verificação de factos que vai analisar declarações de políticos e notícias falsas que surjam durante a pré-campanha e campanha das eleições Europeias: o FactCheckEU. O objetivo é desmontar e travar os vários tipos de desinformação e fake news que vão surgir antes das eleições de maio de 2019. A plataforma conta com 19 órgãos de comunicação europeus de 13 países e o trabalho (os fact checks) vão ser partilhados em 10 línguas, sendo uma delas o português — o que se tornou possível devido à participação do Observador.

O FactCheckEU é mais um projeto da International Fact-Checking Network (IFCN), rede europeia de fact checkers que tem apenas um órgão de comunicação português como signatário: o Observador. Para fazer parte dessa rede, o Observador comprometeu-se a cumprir 12 requisitos em matérias de transparência, ética, metodologia e imparcialidade.

Há mais 18 órgãos de comunicação que acompanham o Observador neste projeto que pretende combater a desinformação e os boatos em vésperas de eleições europeias: 20 Minutes (França), AFP Factuel (França), CheckNews de Libération (França), CORRECTIV.Faktencheck (Alemanha), Les Décodeurs du Monde (França), Ellinika Hoaxes (Grécia), FactCheckNI (Irlanda do Norte), Faktograf.hr (Croácia), France 24 Les Observateurs (França), TheJournal.ie (Irlanda), lavoce.info (Itália), Lead Stories (Bélgica), Maldita.es (Espanha), Newtral (Espanha), Pagella Politica (Itália), Patikrinta 15min (Lituânia), TjekDet (Dinamarca) e Viralgranskaren (Suécia).

Na rede internacional há outros meios de comunicação — que não fazem parte deste projeto por não serem europeus — como os norte-americanos AP Fact Check, o PoliticFact ou o The Washington Post Fact Checker.

Na plataforma, o leitor tem sempre a hipótese de ler o artigo na língua original e em inglês. Além disso, vários outros artigos serão traduzidos por profissionais para as dez línguas dos 13 órgãos de comunicação. Há ainda traduções automáticas — que se pretende que sejam poucas — de alguns resumos de artigos o que, tendo em conta a sensibilidade e rigor que se quer de um fact check, exige sempre uma atenção redobrada do leitor. Por isso, quando for o caso, estará devidamente assinalada como tradução automática.

Além dos vários fact checks que vão partir dos vários jornais, os leitores podem colocar questões nessa plataforma. Além de responder a questões colocadas diretamente pelos leitores, o FactCheckEU está também empenhado em analisar o mecanismo interno da desinformação na União Europeia e responder a questões como: “Como é que uma informação falsa se espalha de um país para o outro? Quem cria os boatos?”.

Sempre que se justifique, o Observador publicará também na sua secção de fact checks artigos dos parceiros devidamente creditados. Basta que para isso o tema seja de interesse para os leitores do Observador e não seja redundante tendo em conta os artigos já realizados pelo Observador. Por exemplo: o Observador pode publicar um artigo de um jornalista do Libération sobre um assunto mais genérico, como a crise das migrações, ou sobre um tema mais específico, como as declarações de um candidato na lista apoiada pelo presidente francês Emmanuel Macron.

Haverá fact checks do Observador sobre eleições europeias que, por nossa opção, não irão para a plataforma FactCheckEU, por terem relevância exclusivamente nacional, como é o caso dos últimos quatro fact checks feitos a Paulo Rangel e Pedro Marques que compilámos num só artigo.

O FactCheckEU é totalmente independente de quaisquer instituições europeias e outros atores governamentais. A plataforma foi criada pelo Libération e a Datagif graças a uma subvenção de apoio à inovação da International Fact-Checking Network no Instituto Poynter. Recebeu também o apoio da Google News Initiative, parceiro de longo prazo da IFCN, e da Open Society Initiative for Europe.

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