Investimento

António Costa diz que Portugal continua a atrair investimento estrangeiro apesar da incerteza mundial

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Costa realçou ainda a necessidade de investir no conhecimento científico, para criar "mais e melhor emprego", considerando fundamental alinhar as políticas públicas com as políticas das universidades.

António Costa destacou os resultados do último concurso dos incentivos ao investimento, que encerrou há cerca de uma semana, e que teve "mais de 2.800 milhões de euros de investimento candidatado por mais de uma centena de entidades"

PAULO NOVAIS/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O primeiro-ministro, António Costa, salientou esta segunda-feira, em Ovar, que a economia portuguesa continua a gerar confiança para atrair investimento direto estrangeiro, apesar da incerteza que se vive em todo o mundo. “Numa altura em que a economia global introduz enormes fatores de incerteza, verificamos que, felizmente, continuamos a ter uma trajetória de atração e reforço de investimento”, disse António Costa.

O primeiro-ministro falava na unidade da Bosch, em Ovar, durante a cerimónia de assinatura de dois novos protocolos de inovação da multinacional alemã com as Universidades do Minho e do Porto, que representam um investimento de cerca de 50 milhões de euros até 2022.

António Costa destacou os resultados do último concurso dos incentivos ao investimento, que encerrou há cerca de uma semana, e que teve “mais de 2.800 milhões de euros de investimento candidatado por mais de uma centena de entidades”. Para o primeiro-ministro, este resultado “demonstra bem que as empresas continuam a querer investir, porque acreditam que, não obstante as incertezas da economia mundial, há confiança na economia portuguesa e na nossa capacidade de produzir bem e, por isso, sermos mais competitivos em todo o mundo, mesmo numa época de incerteza”.

No seu discurso, Costa realçou ainda a necessidade de continuar a investir no conhecimento científico, para criar “mais e melhor emprego”, considerando fundamental “alinhar as políticas públicas com as políticas das universidades e as estratégias empresariais”.

O primeiro-ministro referiu também que as previsões indicam que o país conseguirá em 2019 continuar a crescer acima da média europeia, tal como nos dois anos anteriores, mas disse que não devemos ficar satisfeitos com este resultado e que a ambição “é de ter uma década sustentada e continuada de crescimento acima da média europeia”.

“Só assim conseguiremos recuperar a década que ficou perdida. Só assim conseguiremos colocar-nos num patamar onde daqui a sete anos possamos dizer hoje temos ambição para ir mais longe, para fazer mais e melhor”, afirmou. Para isso, disse que é fundamental “manter a credibilidade internacional como país seguro, como país de excelente mão de obra e de produção de conhecimento científico e um país de contas certas que conseguiu estabilizar o seu sistema financeiro, consegue estar sustentadamente a reduzir a sua divida publica e a cumprir as metas que nos propusemos relativamente a diminuição dos défices orçamentais”.

O primeiro-ministro destacou ainda a “excecionalidade” do país que “foi capaz nas últimas décadas de se transformar e reinventar, atraindo investimento estrangeiro de alta qualidade não só para produzir, mas também para inventar os produtos que exportam para todo o mundo”. “É isto que permite que o país tenha, em poucos anos, passado de um país onde as exportações tinham um peso diminuto no Produto Interno Bruto (PIB) para um país onde as exportações hoje já contam 44% no PIB”, observou.

Os protocolos de inovação que foram hoje assinados entre a Bosch e a as Universidades do Minho e do Porto assinalam um novo ciclo de investimento na inovação em Portugal e têm como foco o desenvolvimento de soluções nas áreas da mobilidade, cidades inteligentes e seguras e indústria conectada. De acordo com dados da multinacional alemã, estes dois contratos vão permitir a contratação de cerca de 300 pessoas pela Bosch e pelas universidades.

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