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Redes Sociais

“Hitler teria adorado viver na era das redes sociais”, diz presidente da Disney

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Bob Iger, presidente da Disney, criticou as redes sociais na internet como "a ferramenta de marketing mais poderosa com que um extremista algum dia poderia ter sonhado".

Bob Iger, à direita na foto, é o presidente-executivo da Disney.

Getty Images for Disney

As redes sociais são “a ferramenta de marketing mais poderosa com que um extremista algum dia poderia ter sonhado” — o ex-governante alemão Adolf “Hitler teria adorado viver na era das redes sociais”. A declaração foi feita por Bob Iger, presidente da Disney, no momento em que recebeu um prémio humanitário e fez um discurso a criticar as empresas donas das principais redes sociais do mundo — com o Facebook à cabeça — por não fazerem mais para controlar a disseminação do discurso de ódio nesses fóruns.

Ao mesmo tempo que “criam um falso sentido de que toda a gente tem as mesmas opiniões”, as redes sociais são desenhadas de forma a amplificar “os nossos receios mais profundos”, constantemente “validando as nossas convicções”, afirmou Bob Iger, num discurso no Simon Wiesenthal Center, uma organização não governamental que foi batizada com o nome de um sobrevivente do Holocausto. As citações são da revista Variety.

As redes sociais permitem que o mal seja como um predador de mentes perturbadas e almas perdidas, sabendo-se que os conteúdos que se disseminam nas ‘cronologias’ contêm mais ficções do que factos, propagando ideologias vis que não têm qualquer lugar numa sociedade que atribui valor à vida humana”.

Mais especificamente sobre os EUA, Bob Iger lamentou que “o ódio e a raiva estão a arrastar-nos em direção ao abismo, uma vez mais”. O “ódio está a consumir o nosso discurso público e a moldar o nosso país e a nossa cultura, que se tornou completamente irreconhecível para aqueles de nós que ainda acreditam na civilidade, nos direitos humanos e na decência básica”, acrescentou.

Bob Iger tem participado ativamente na promoção de eventos de recolha de fundos para o lançamento de candidaturas à nomeação democrata para as eleições de 2020. Mas o próprio continua a excluir que possa ser um candidato à presidência dos Estados Unidos da América.

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