A agência de notação financeira norte-americana Moody’s subiu esta sexta-feira a perspetiva da dívida pública portuguesa de ‘estável’ para ‘positiva’, mas manteve o ‘rating’ em ‘Baa3’, equivalente a ‘BBB-‘, um nível acima do ‘lixo’, foi divulgado.

Em comunicado, a Moody’s assinala que a revisão em alta da perspetiva se deve a dois fatores: o “contínuo declínio do ‘fardo’ da dívida pública a uma velocidade maior do que o anteriormente antecipado” e “a perspetiva de melhorias sustentadas na saúde do setor bancário português”.

“A Moody’s espera também que o rácio da dívida pública face ao PIB desça abaixo de 110% em 2022”, pode ler-se no comunicado.

Na agência de notação DBRS, Portugal tem o nível de ‘BBB’, dois níveis acima do ‘lixo’, e também com perspetiva positiva.

O ministro das Finanças, Mário Centeno, espera que a subida da perspetiva do ‘rating’ de Portugal por parte da Moody’s, de estável para positiva, traga, no futuro, “novos movimentos de melhoria da classificação da dívida”, disse esta sexta-feira à Lusa.

“Esta melhoria decorre daquilo que nós temos vindo a observar em termos da evolução da economia portuguesa, do seu mercado de trabalho e da credibilidade das políticas económicas, e em particular orçamental, em Portugal”, afirmou Mário Centeno em reação à subida da perspetiva do ‘rating’ de Portugal de ‘estável’ para ‘positiva’, por parte da agência de notação financeira Moody’s.

“Isto quer dizer que esperamos, nos próximos meses, nas próximas avaliações, novos movimentos de melhoria da classificação da dívida”, acrescentou o ministro.

Atualmente, as norte-americanas Fitch e Standard & Poor’s e a canadiana DBRS atribuem uma nota de ‘BBB’ ao ‘rating’ de Portugal, o segundo nível da categoria de investimento. De acordo com o calendário da atualização dos ‘ratings’ previsto para 2019, a próxima agência a pronunciar-se sobre a situação económica e financeira do país é a S&P, em 13 de setembro.

A DBRS poderá pronunciar-se em 04 de outubro e a Fitch fará nova revisão sobre o país em 22 de novembro.