A Fórmula 1 (F1) é o pináculo do desporto automóvel. Há quem prefira os tempos em que os seus motores tinham 10 ou 12 cilindros e gritavam desalmadamente com uma sonoridade que nos ficava na memória semanas depois da corrida a que tínhamos assistido. Mas a verdade é que mesmo os motores actuais, os pequenos 1.6 V6 turbo, ajudados por dois motores eléctricos, são capazes de surpreender pela eficiência energética, pois conseguem transformar 50% da energia disponível no combustível em potência. Isto quando o melhor motor de série tem dificuldade em atingir 30%…

Porque quando se está no topo, em matéria de tecnologia, é necessário continuar a avançar para evitar ficar para trás, o responsável pela competição, o norte-americano Chase Carey, anunciou que a nova meta passa por reduzir as emissões de CO2 das mecânicas mais sofisticadas do mundo. E há apenas duas formas de reduzir o dióxido de carbono: ou cortando o consumo, o que reduziria também a potência, ou passando a utilizar um combustível diferente, sintético e não fóssil, que seja neutro em carbono.

O que é combustível sintético?

A gasolina sintética é o Santo Graal dos combustíveis. Ao contrário da ‘normal’, extraída do subsolo de um qualquer país, a maioria árabe, é produzida em laboratório. Todas as gasolinas (e elas variam consoante a origem do crude que é refinado para lhes dar origem) são compostas por uma molécula com 6 a 12 átomos de carbono, outros tantos de hidrogénio (na realidade, n+2), além de resíduos de enxofre, azoto, impurezas e tudo o resto que não deveria existir na gasolina, pois serve apenas para gerar chuvas ácidas, NOx e partículas durante a queima.

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