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Marina Silva pede destituição do ministro do Ambiente do Brasil

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O pedido de impeachment vai ser apresentado ao Supremo Tribunal Federal pelo partido da ambientalista, a Rede Sustentabilidade, que responsabiliza Ricardo Salles pela situação na Amazónia.

SEBASTIAO MOREIRA/EPA

Autor
  • Agência Lusa
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A política e ambientalista Marina Silva anunciou esta quinta-feira que o seu partido, a Rede Sustentabilidade, vai pedir no Supremo Tribunal Federal (STF) a destituição do ministro do Meio Ambiente do Brasil, Ricardo Salles.

“A Rede [Sustentabilidade] vai entrar no STF com o pedido de impeachment [destituição] do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, por crime de responsabilidade, pelo descumprimento do dever funcional relativo à Política Nacional do Meio Ambiente e à garantia do art. 225 da Constituição Federal. #ForaSalles”, escreveu a ambientalista na rede social Twitter.

Marina Silva já foi candidata à Presidência do Brasil três vezes e destacou-se na política como ministra do Meio Ambiente entre os anos de 2003 e 2009, época em que o país promoveu uma redução considerável da desflorestação da Amazónia.

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), instituto ligado ao Governo brasileiro, indicam que a desflorestação da Amazónia caiu 80% entre 2004 e 2012.

[Fogos na Amazónia indignam as redes e as ruas]

Segundo o INPE, foram derrubados 27.772 quilómetros quadrados (km2)da floresta amazónica dentro do território brasileiro em 2004, número que recuou para o valor mínimo histórico de 4.656 km2 em 2012.

Esta semana, Marina Silva publicou um artigo em que usou a nuvem de fumo que transformou o dia em noite na cidade de São Paulo para comparar a destruição da maior floresta tropical do mundo ao holocausto.

Dados do sistema de monitorização por satélite chamado Deter, que é mantido pelo INPE, indicaram que em julho a desflorestação da Amazónia aumentou 278% em relação ao mesmo mês do ano passado.

O INPE também indicou, noutro levantamento, que as queimadas no Brasil aumentaram 82% de janeiro a agosto deste ano, em comparação com o mesmo período de 2018.

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