O motivo é diferente, o epílogo também não foi o mesmo. Após a passagem da final da Taça dos Libertadores para Madrid em 2018, no seguimento dos episódios de violência antes da segunda mão da fase decisiva entre River Plate e Boca Juniors, também em 2019 teve de haver alteração mas por questões distintas: perante a tensão social que se vive em Santiago, no Chile, Flamengo e River Plate vão jogar na cidade de Lima, no Peru.

Depois dos sinais no final da última semana de que tudo estaria em condições para receber a organização da final da prova mais importante de clubes da América do Sul, uma reunião realizada esta terça-feira no Chile com representantes de Flamengo, River Plate, Confederação Brasileira de Futebol e Associação de Futebol Argentina, juntamente com os dirigentes da Conmebol, acabou por confirmar a impossibilidade de realização em território chileno – sendo que o Campeonato nacional também se encontra parado e o particular entre a seleção e a Bolívia, marcado para o próximo dia 15 de novembro, foi igualmente adiado.

Assunção, no Paraguai, partia como favorita entre os planos B que estavam já a ser gizados, sendo a opção preferida do Flamengo. Já o River Plate estaria mais inclinado para Montevideu, no Uruguai. E ainda havia ainda a retomar possibilidade de se colocar Quito, na Colômbia, nessa mesma equação. No final, a Conmebol anunciou a escolha de Lima, no Peru, com o Estádio Monumental a receber a final a 23 de novembro.

De referir que o Flamengo, treinado pelo português Jorge Jesus, vai disputar a sua segunda final da história depois do triunfo em 1981 com uma equipa liderada por Zico, ao passo que o River Plate, atual campeão após o triunfo no ano passado com o Boca Juniors, chega pela sétima vez a esta fase (quatro vitórias, duas derrotas).