Ao abrigo da Lei nº.2/99, de 13 de Janeiro, publicamos o direito de resposta enviado por Alexandra Borges relativo ao artigo publicado do Observador: “Mãe que acusou IURD de lhe roubar dois filhos pede desculpa em tribunal”.

Mãe que acusou IURD de lhe roubar dois filhos pede desculpa em tribunal

“Ao contrário do que foi noticiado pelo Observador, em nenhum momento condicionei ou sugeri qualquer versão dos factos aos entrevistados da reportagem “O Segredo dos Deuses”, sobre o esquema ilegal das adoções da IURD. O inquérito do Ministério Público sobre o caso foi arquivado por prescrição, ou seja, extinguiu-se o procedimento criminal. Contudo, o magistrado do ministério público admite que, em caso de não prescrição, estaríamos na presença de crimes tão graves como tráfico de pessoas, associação criminosa e corrupção. Maria de Fátima Lemos Moreira foi várias vezes entrevistada pela TVI, sempre insistiu que não deu os seus filhos para adoção, nunca foi ouvida no tribunal de família e assumiu sempre que a sua assinatura fora falsificada. Confrontada com o processo da IURD, decidiu dar o dito por não dito e chegou a um acordo com a IURD que lhe impunha um pedido de desculpas público. Desconheço qual o tipo e conteúdo do acordo que fez para alterar a substância dos depoimentos que prestou na reportagem e em vários processos judiciais, mas existem bastantes evidências documentais e testemunhais de que a versão que nos relatou não foi de nenhuma forma induzida, estando por isso a ser preparada uma queixa-crime por difamação e injúrias que dará entrada no tribunal esta semana. De resto, acredito que o próprio ministério público irá avançar com uma queixa crime contra ela por perjúrio e falsas declarações que estou em tribunal, perante o juiz”.

“Lamento o facto de nunca nenhum jornalista do Observador me ter tentado ouvir sobre estes factos que visam o meu bom nome, prejudicando assim a informação séria e rigorosa que só seria conseguida garantindo a mais básica regra do código deontológico dos jornalistas. Apenas fazendo o contraditório os leitores do expresso teriam acesso a toda a verdade. Desta forma, leram apenas parte de uma “verdade” que interessa a uma das partes”.

“Vou continuar esta investigação jornalística sobre o esquema ilegal das adoções da IURD que tanto tem incomodado alguns, sem agenda nem acordos escondidos, respeitando o contraditório, a ética profissional e sobretudo a VERDADE”.