Para surpresa geral e da própria leiloeira, a RM Sotheby’s, o monolugar da Ferrari que conduziu Michael Schumacher ao seu quinto título no Campeonato do Mundo de Pilotos de Fórmula 1 (F1) em 2002 acabou por ver o seu valor em leilão ser superado por aquele que se considerava que deveria ser o segundo automóvel a alcançar a licitação mais elevada: um Pagani Zonda Aether de 2017. Exemplar único, claro.

Pensava-se que o desportivo italiano poderia ser vendido algures por valores entre 4,5 e 5,5 milhões de euros, mas os lances foram tantos que o martelo veio a fixar o preço final na módica quantia de 6,15 milhões de euros. Valor que superou em 150 mil euros a transacção do F1 de Schumacher e que se distancia claramente dos 5,31 milhões que constituíam o recorde anterior para um Pagani Zonda.

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O terceiro modelo mais disputado foi também um Ferrari. Em concreto, um FXXK de 2015, que mudou de mãos em troca de 3,87 milhões de euros. E não deixa de ser curioso que, num leilão de 40 carros, sete deles se tenham posicionado acima da fasquia do milhão, com claro domínio da bandeira italiana, pois também o 4.º posto do ranking pertenceu à Ferrari, com outro F1 (126 C2 de 1982) alienado por 1,97 milhões de euros.

O 5.º lugar ficou no patamar dos 1,43 milhões de euros, quantia que pagou um aficionado pelo Mercedes 300 SL Gullwing com as suas características portas tipo asa de gaivota. A enriquecer as garagens de Abu Dhabi ficaram ainda um Aston Martin One-77 de 2011, que rendeu 1,30 milhões de euros, e um Koenigsegg Agera R de 2014, arrematado por 1,22 milhões.

A RM Sotheby’s nota que, em duas horas de leilão, movimentaram-se mais de 28 milhões de euros, provenientes de 28 países, um terço dos quais do Médio Oriente.