Já muitos condutores passaram por isto. Um carro que fica sem combustível, seja por distracção ou devido a qualquer tipo de avaria, e eis que nos vemos forçados a pedir ajuda a alguém que nos traga um ou dois litros de combustível para conseguirmos chegar à bomba. Mas, no meio de toda a confusão, contamos com um mínimo de senso comum da pessoa a quem pedimos ajuda. Este relato prova que nem sempre essa premissa se verifica.

Alguém registou o momento em vídeo pois, de contrário, seria difícil acreditar que tudo isto verdadeiramente aconteceu. Uma condutora foi a uma bomba de combustível buscar o que parece ser gasolina. Tipicamente, isto é algo que se faz com recurso a um jerricã, idealmente homologado para este tipo de transporte, o que significa que, mesmo que tombe, não verte e inunda o habitáculo ou a mala com um líquido que tem tendência para se incendiar ao mínimo pretexto e em relação ao qual até os vapores são perigosos.

Na ausência de um jerricã, a mulher poderia ter-se munido de uma garrafa de plástico – o que é proibido em Portugal, uma vez que há plásticos que são atacados pela gasolina, dando origens a fugas, apesar disso implicar que ambos estejam em contacto durante um período prolongado. Mas esta condutora preferiu ensacar uns litrinhos – e parecem no mínimo uns 10 litros – num sempre “funcional” saco plástico.

Como os sacos de plástico não foram concebidos para transportar líquidos, também aquele começou desde logo a pingar gasolina por todos os (muitos) buracos que tinha, o que a senhora resolveu colocando a gasolina e o primeiro saco dentro de um segundo, com a certeza que, agora sim, estaria garantida. O que obviamente não correspondia à realidade, uma vez que o primeiro saco verteu para o segundo e este, com mais ou menos buracos, acabaria por verter para a mala do carro, ensopando toda a traseira em gasolina.

Mas ainda faltava o problema mais grave, que consistia em fechar o saco (ou melhor os sacos) de forma tão hermética quanto possível, o que parecia mais uma missão impossível. Mas, para a condutora, nada que não se revolvesse com um duplo nó… Só é pena que a pessoa que filmou o acontecimento não tenha aproveitado para chamar a polícia ou, então, seguir o veículo ensopado em combustível. Assim ficaríamos a saber qual foi o desfecho deste lamentável evento.