Há algo que não está a fazer sentido na vida de muitas mulheres atualmente. Por um lado, chegam aos 50 anos e o que sentem é um enorme entusiasmo face à perspetiva de uma esperança de vida bem confortável pela frente, mas por outro, confrontam-se com uma espécie de estigma em que a palavra “menopausa” é daquelas que não deve ser pronunciada. Afinal, em que ponto estamos? E porque é que esta fase da vida de todas as mulheres é ainda alvo de tanto silêncio e constrangimento? Talvez porque falta desmistificar algumas ideias que subsistem até hoje desde os tempos das nossas bisavós. E para o fazermos, nada melhor que começar pelo princípio e explicar o que é mesmo a menopausa.

Com o avançar da idade, verificam-se alterações físicas perfeitamente normais, tanto no homem como na mulher. No caso desta, uma das principais mudanças relaciona-se com a redução da atividade dos ovários, que vão deixando de libertar óvulos mensalmente. Ao mesmo tempo, verifica-se a diminuição progressiva da produção de algumas hormonas, como o estrogénio e a progesterona, situação que acaba por dar origem a alguns sintomas habitualmente associados à menopausa, como os afrontamentos ou a irritabilidade. Ao longo deste processo, a fertilidade vai ficando diminuída e as menstruações tornam-se irregulares até cessarem por completo. Ao fim de um ano sem menstruar, é feito o diagnóstico clínico de menopausa. Trata-se, pois, de um processo biológico natural por que todas as mulheres passam, umas com mais sintomas que outras.

Não há uma idade certa

Nos países ocidentais, a menopausa ocorre por volta dos 50 anos, mas isto não é regra. Pode ocorrer mais cedo ou mais tarde, entre os 40 e os 58 anos de idade, dependendo da mulher e da sua história.

Em concreto, o termo menopausa é usado para referir a última menstruação e está normalmente associado à data em que tal acontece. Já o climatério é o nome que se dá ao período de tempo mais alargado e de duração variável em que há modificações físicas e psíquicas relacionadas com a menopausa. Consideram-se três fases distintas:

  • a pré-menopausa, que vai desde o momento da primeira menstruação até à menopausa;
  • a perimenopausa, que corresponde à fase que antecede a menopausa propriamente dita e caracteriza-se pela irregularidade dos períodos menstruais;
  • a pós-menopausa, que se inicia depois da última menstruação.

Entre os fatores que podem condicionar uma menopausa mais precoce, ou seja, antes dos 45 anos, contam-se a história familiar (quando mãe ou irmã viveram uma situação idêntica), hábitos tabágicos, exposição a químicos tóxicos, nunca ter engravidado, tratamento com antidepressivos, quimioterapia ou radioterapia e doenças como epilepsia ou hipotiroidismo, entre outras situações.

Muitos sintomas, uma causa

De tanto o ouvir acabamos por assumir que todas as mulheres apresentam um conjunto de queixas quando chegam à menopausa, mas isso não é totalmente verdade. Ainda que a maior parte as vivencie e relate, outras há que atravessam esta etapa da vida sem grande transtorno. A razão para isso prende-se não só com as próprias características de cada uma (a genética é importante), mas também com as medidas preventivas e tratamentos hoje disponíveis para atenuar e melhor gerir esta fase transitória. Mas disso falamos mais à frente. Para já, importa que se saibam identificar os sintomas mais frequentes. Isto porque a sintomatologia apresentada, aliada à idade da mulher e à ausência de menstruação há pelo menos um ano, são critérios clínicos para o médico concluir que se atingiu a menopausa. Ainda assim, em caso de mulheres jovens, o clínico poderá solicitar a realização de análises hormonais para poder diagnosticar uma menopausa precoce.

Quanto aos sintomas mais comuns, destacam-se:

Períodos menstruais irregulares – A menstruação pode começar a faltar alguns meses ou apresentar alterações na duração (mais ou menos dias) e quantidade de fluxo (mais ou menos abundante) em relação ao que era habitual.

Afrontamentos – Caracterizados por ondas de calor repentinas na parte superior do corpo e que se podem fazer acompanhar de transpiração abundante e arrepios de frio.

Insónias – Maior dificuldade em adormecer e suores noturnos acabam por dar origem às insónias, que podem também caracterizar esta fase. A diminuição de melatonina (hormona do sono) potencia esta situação.

Problemas genito-urinários – Com a redução dos níveis de estrogénio, é possível que as paredes da vagina se tornem mais finas e secas, o que pode afetar a libido e tornar as relações sexuais dolorosas por falta de lubrificação. Ao mesmo tempo, podem verificar-se infeções vaginais ou urinárias de repetição, com algumas mulheres a apresentarem incontinência.

Instabilidade emocional – Mudanças repentinas de humor, maior irritabilidade e crises de choro são também comuns nesta etapa, sobretudo devido à diminuição de progesterona.

Alterações de memória e concentração – Com a redução dos níveis de progesterona e também de outras hormonas, como a pregnenolona e a DHE, é possível que se verifiquem alguns défices de memória e/ou problemas de concentração.

Osteoporose – A redução do estrogénio conduz à diminuição da massa óssea, o que leva a que os ossos fiquem mais porosos e fáceis de fraturar.

Alterações corporais – A silhueta da mulher altera-se, verificando-se perda de músculo e acumulação de gordura na zona da cintura e dos braços.

Viver em pleno a idade maior

Se pensarmos que cerca de um terço da vida de cada mulher é passado após a menopausa, é fácil percebermos que este não é um período para ser negligenciado. Pelo contrário, é importante que as mulheres lhe atribuam importância, compreendam o processo e saibam lidar da melhor forma com o mesmo, de preferência evitando ou gerindo bem todos os sintomas descritos em cima. Até porque esta é uma fase com grande potencial para ser vivida em pleno, havendo até quem aproveite para refazer caminhos e tomar decisões rumo a uma maior concretização: a carreira profissional está consolidada, os filhos criados e a disponibilidade para viajar ou concretizar projetos, por exemplo, é maior. Há, então, que procurar formas de tratar os sintomas da menopausa para melhor desfrutar desta segunda maioridade.

Prevenir de forma natural

Uma solução não hormonal para prevenir ou tratar os sintomas da menopausa passa pelo recurso a fitoestrogénios, ou seja, substâncias semelhantes aos estrogénios, mas produzidas por plantas. O grupo mais conhecido é das isoflavonas de soja, que podem ser usadas como suplemento na menopausa, com o intuito de melhorar os sintomas resultantes do défice estrogénico de uma forma mais natural e sem efeitos secundários.

Uma das opções disponíveis no mercado é o Estrofito Forte Bio, destinado a melhorar o bem-estar e a qualidade de vida da mulher na menopausa com sintomas intensos e frequentes. Estrofito Forte Bio, formulado com Isoflavonas SOJA SOY WB®, reduz os afrontamentos, diminui os suores noturnos e protege contra a perda da massa óssea.

Além de estar demonstrado que as isoflavonas de soja diminuem os sintomas da menopausa, conhecem-se também as propriedades nutricionais desta leguminosa e os seus efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios, constituindo uma solução não hormonal e livre de gordura saturada, colesterol e lactose.

Recomendações para atenuar sintomas

Muitos são os comportamentos que a mulher pode adotar para potenciar a sua saúde. Não só no que diz respeito aos sintomas da menopausa, mas quanto à sua qualidade de vida em geral. Assim, recomenda-se:

  • Prática regular de atividade física. Contribui para a produção de endorfinas (as hormonas responsáveis pela sensação de bem-estar), mas também para a manutenção do peso e fortalecimento da massa muscular, além de todos os benefícios que lhe são reconhecidos. Deve ser escolhida uma atividade física adequada à condição, pelo que é importante aconselhamento médico.
  • Dormir bem. Pode ser difícil nesta altura, devido aos sintomas noturnos, mas a verdade é que ter boas noites de sono fazem verdadeiros milagres. Aconselha-se a evitar o consumo de bebidas alcoólicas ou com cafeína à noite, assim como a utilização de dispositivos eletrónicos antes de dormir. O quarto deve estar silencioso e a uma temperatura amena. A prática de atividade física à noite está desaconselhada, porque pode ter um efeito estimulante. Da mesma maneira, são de evitar as sestas durante o dia e as refeições pesadas à noite.
  • Práticas de relaxamento e meditação são benéficas e ajudam a evitar problemas como a ansiedade, depressão, irritabilidade e dificuldade em dormir, potenciando ainda uma perspetiva mais otimista da vida.
  • Para melhor lidar com os afrontamentos recomenda-se que se opte por um vestuário por camadas, para que seja mais fácil a gestão da quantidade de roupa ao longo do dia, conforme a situação. Tendo em conta que a seguir aos picos de calor surgem frequentemente os suores frios, o ideal é optar por roupa de algodão, que melhor absorve a transpiração, em vez de fibras sintéticas.
  • O conhecimento do corpo é fundamental, pelo que é importante que cada mulher tente perceber o que é que, no seu caso específico, origina um afrontamento. Bebidas alcoólicas, cafeína, comida picante, situações de stress ou ambientes muito abafados são algumas das situações que podem estar na origem desses episódios.
  • Para lidar com o desconforto associado à secura vaginal é aconselhado o recurso a um lubrificante à base de água durante as relações sexuais.