A EDP concluiu este domingo com êxito o derrube das duas chaminés de 200 metros de altura da central termoelétrica de Setúbal, depois do adiamento da operação no passado dia 6 de março, devido a um problema num detonador.

Segundo um comunicado da empresa, a operação de derrube das duas chaminés insere-se na estratégia da empresa de promover uma aposta crescente em energias renováveis através da descarbonização e da eletrificação do consumo. A central de Setúbal funcionava a fuel e foi desativada em 2013.

“Com este desmantelamento, estamos a criar as condições no terreno para viabilizar um espaço que possa receber um projeto sustentável no futuro, um projeto que faça parte da transição energética”, refere, no comunicado, o presidente da EDP Produção, Rui Teixeira.

“Não temos ainda um projeto definido, mas gostaríamos muito que pudesse ser, por exemplo, um parque solar”, acrescenta o responsável da EDP.

Na operação de demolição das duas chaminés, que foi efetuada pela empresa Maxam, especialista na utilização de explosivos para este tipo de atividades, foram utilizados entre 150 e 200 quilogramas de explosivos em cada uma das duas chaminés.

Construída no final da década de 70 do século passado, a Central Termoelétrica de Setúbal, localizada na zona industrial península da Mitrena, esteve mais de 30 anos em funcionamento, desde 1978 a 2013, estava equipada com quatro grupos de geradores e chegou a abastecer 25% da população portuguesa em território continental.