O ministro da Educação brasileiro, Abraham Weintraub, anunciou esta quinta-feira a sua saída do governo, após várias polémicas, acrescentando que recebeu um convite para integrar a direção do Banco Mundial no país.

A informação foi transmitida pelo próprio Weintraub, num vídeo partilhado na rede social Twitter, onde ao lado do Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, afirmou que não irá discutir os motivos da sua saída do cargo ministerial.

“Sim, dessa vez é verdade. Eu estou saindo do Ministério da Educação. Vou começar a transição agora. Nos próximos dias passo o bastão ao ministro que vai ficar no meu lugar, interino ou definitivo. Neste momento, eu não quero discutir os motivos da minha saída. Não cabe. O importante é dizer que eu recebi o convite para ser o diretor de um banco. Eu já fui diretor do banco no passado. Volto ao mesmo cargo, porém no Banco Mundial”, disse Weintraub.

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De seguida Bolsonaro também disse algumas palavras, embora com um semblante carregado. No final, o ministro da Educação fez um último pedido. “Presidente, um abracinho?”. E assim foi.

A permanência de Weintraub no governo estava a ser debatida nos últimos dias, após o ministro ter participado, no domingo, numa manifestação pró-Bolsonaro, movimento que não agradou ao Presidente do país.

Jair Bolsonaro avaliou, na segunda-feira, que Weintraub “não foi muito prudente” ao participar no protesto, e que criou mais um problema para o governo federal resolver.